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Correio da Manhã

Portugal
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FELISBELA PROIBIDA DE VER A MADRINHA

O pai de Felisbela, a criança de seis anos que foi baleada no pátio do infantário no Pendão, em Queluz, Sintra, proibiu a filha de ver a sua madrinha e a vizinha Fátima.
26 de Junho de 2003 às 00:00
Felisbela está a viver no meio de desentendimentos
Felisbela está a viver no meio de desentendimentos FOTO: Manuel Moreira
José Dias vai mais longe e pretende deslocar-se, ainda hoje, à Conservatória do Registo Civil de Queluz saber se pode anular o nome de Fernanda Lourenço como madrinha da criança.
Américo Lourenço, padrinho de Felisbela, ao revelar ontem à tarde estes factos ao CM, referiu ainda que relativamente a ele José Dias não tomou, por enquanto, nenhuma posição. "Tenho autorização de ir lá à casa e posso ver a Felisbela", acrescentou.
Américo Lourenço comenta esta "atitude de benevolência". Segundo pensa, "tem a ver com o facto de não ter sido eu a revelar publicamente o desentendimento que na realidade existe entre os pais da Felisbela".
E sublinha: "Tudo que a madrinha e a vizinha da Felisbela disseram é verdade e ele não pode negar".
Toda esta polémica surge agora devido ao facto de Fernanda Lourenço, madrinha da Felisbela e a vizinha Fátima Gouveia terem denunciado ao nosso jornal o desentendimento entre os pais da menina e que tem prejudicado o bem-estar da criança.
Confrontado com a situação, José Dias confirma a proibição da filha em ver a madrinha e a vizinha. "Tudo isto porque o que elas contaram é mentira. Estão a aproveitar o caso para serem vistas nos jornais e na televisão. Elas deram-me ajuda mas não devem meter-se na minha vida particular".
E José Dias remata: "Os assuntos da minha filha são tratados comigo e com a minha mulher. Ninguém tem nada a ver com os nossos problemas".
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