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Correio da Manhã

Portugal
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Ferro ficou no peito

Um serralheiro de 58 anos, morador em Agualonga, Paredes de Coura, esteve vinte dias com um pedaço de ferro, com cerca de 11 milímetros de comprimento, cravado no peito junto ao coração. António Leal acusa agora o Centro Hospitalar do Alto Minho (CHAM) de negligência por alegadamente lhe ter dado alta sem lhe retirar o estilhaço.
29 de Agosto de 2007 às 00:58
Após um acidente de trabalho, ocorrido no dia 7 de Julho, o doente foi atendido de urgência, sendo-lhe retirados os pedaços de ferro do braço. Contudo, no que diz respeito à limalha que se tinha alojado no lado esquerdo do peito, os médicos entenderem ser preferível não lhe mexer. “Vim com ela para casa e assim estive cerca de vinte dias”, conta.
António Leal recorreu uma segunda vez ao CHAM, queixando-se de dores e de falta de ar, mas foi mais uma vez mandado embora com medicação que “diziam ser para o corpo rejeitar o ferro”.
Insatisfeito com a situação, o serralheiro accionou o seguro de saúde, sendo encaminhado para uma clínica privada, no Porto. “Quando lá cheguei com a ferida do peito infectada, o pneumologista nem queria acreditar”, garante. Por causa desta situação, António Leal ficou com dores constantes, sem força no braço e impedido de trabalhar.
Após as queixas, fonte do CHAM adianta que o doente “foi assistido correctamente”, tratando-se de um arame “muito pequeno” que não afectava nenhum órgão vital e cuja extracção poderia ser contraproducente.
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