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Correio da Manhã

Portugal
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Festa acaba a tiro

As festas de Santo Isidoro, em Afonsim, Gaia, acabaram ao tiro, anteontem às 22h00. As versões sobre a motivação do disparo dividem-se: a comissão de festas alega que a acção da GNR foi uma retaliação por este ano não terem pedido policiamento; já a Guarda afirma que foi chamada ao local devido a uma queixa e que o tiro foi efectuado depois de os militares terem sido alvo de uma tentativa de atropelamento.

7 de Maio de 2009 às 00:30
O incidente ocorreu no encerramento das festividades em Afonsim
O incidente ocorreu no encerramento das festividades em Afonsim FOTO: Sónia Caldas

O incidente ocorreu na tradicional Sopas de Vinho, em que os convivas se juntam depois dos quatro dias oficiais de festividades para acabar com as sobras das comemorações.

"Tínhamos acabado de ligar a aparelhagem quando apareceu a GNR. Não tínhamos licença para este dia, mas costumamos ter esta celebração todos os anos", disse um elemento da comissão.

A GNR afirmou que foi ao local por uma queixa de excesso de ruído. "Pediram-me para me identificar e não tinha documentos. Dirigi-me a casa do mordomo e os dois militares vieram atrás de mim. Arrombaram a porta e criou-se alguma confusão com os populares", disse António Alves, da organização.

António pediu a um colega para lhe dar boleia até casa para ir buscar a identificação. É no momento em que os dois amigos entram no carro que as versões divergem. "Ouvi um estrondo e percebo que foi um tiro. Ficámos em pânico e não saímos do carro", disse. Já o tenente-coronel Costa Lima defende que o disparo resultou da tentativa de atropelamento de que os guardas foram alvo. Os dois homens foram, ontem, ouvidos em tribunal.

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