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Correio da Manhã

Portugal
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Companheiro da apresentadora Ana Lúcia Matos fica em prisão preventiva

Apresentadora Ana Lúcia Matos vai manter-se em liberdade.
Tânia Laranjo 6 de Dezembro de 2022 às 12:21
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Ana Lúcia Matos chega a tribunal
Os 14 arguidos detidos na megaoperação europeia contra a fraude conheceram, esta manhã, as medidas de coação no tribunal de instrução criminal do Porto e o juiz Pedro Miguel Vieira decretou que Max Cardoso, marido de Ana Lúcia Matos, vai ficar em prisão preventiva e proibido de contactar com restantes arguidos, ao contrário da apresentadora e de sete arguidos que se mantêm em liberdade. Os restantes suspeitos ficam em prisão preventiva.

A modelo fica ainda proibida de contactar os arguidos, com exceção dos familiares diretos, sendo que Max Cardoso deverá ir para um estabelecimento prisional a sul do país. Todos os suspeitos ficam proibidos de se ausentar para fora do pais sem autorização do tribunal. 

Um papel entregue pelo tribunal refere que se verificam perigo de fuga e perigo de perturbação do inquérito. Os arguidos estão todos indiciados por fraude fiscal qualificada, associação criminosa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. 

No sábado, o tribunal de instrução criminal do Porto libertou a apresentadora e mais sete arguidos.

Durante o interrogatório, a apresentadora disse desconhecer o esquema e revelou não ter conhecimento sobre assuntos relacionados com o IVA. Ana Lúcia Matos referiu que o marido lhe dizia que fazia investimentos de risco, mas que não sabia ao certo do que se tratava. A modelo apelou ainda ao juiz o facto de ser mãe e ter duas crianças. 

O grupo, detido no dia 29 de novembro pela Polícia Judiciária do Porto, atuava pelo menos desde 2016 e conseguiu sempre ocultar os crimes. A fraude chegou a mais de 30 países e atingiu os 2,2 mil milhões de euros. Em causa está um esquema de fuga aos impostos, que está relacionado com a venda de telemóveis e aparelhos eletrónicos.
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