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Correio da Manhã

Portugal
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Ficou à porta da cadeia

O pai da pequena Angelina, Vadym Podlesnyy, tentou, ontem, chegar à fala com o alegado assassino da filha, Robi, que se encontra em prisão preventiva na cadeia de Silves, mas não passou do portão.
18 de Setembro de 2006 às 00:00
O pai da menina, que morreu na passada quarta-feira vítima de politraumatismos abdominais e que terá sido abusada sexualmente pelo brasileiro, de 20 anos, foi ontem ao estabelecimento prisional onde está o homem acusado de ter morto a sua filha, mas foi informado de que “Robi não pode receber visitas. Não me deixaram falar com ele”, disse Vadym ao CM.
O homem revelou ainda que pensa dirigir-se hoje às instalações da PJ para saber mais pormenores sobre o que terá acontecido a Angelina. “Até agora ninguém me contactou, mas quero saber algumas coisas”, referiu Vadym.
A cadeia de Silves, onde se encontra Robi, tem celas para dois presos, onde deverá estar o brasileiro. De acordo com uma fonte ligada a um estabelecimento prisional contactada pelo CM, “nos casos mediáticos é sempre preferível que o preso não fique numa camarata, deve haver um controlo relativo e não juntar estas pessoas aos presos mais violentos para garantir a sua segurança”. Até porque estes “reagem a crimes de sangue que envolvam crianças”.
Entretanto, o Ministério Público só deverá pronunciar-se na terça-feira sobre a cremação do corpo da menina. Caso a resposta seja positiva, o cadáver deverá seguir no dia seguinte para o crematório de Ferreira do Alentejo.
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