Filha de professora mata mãe por raiva e pela herança

Diana e Iuri julgavam ter feito o ‘crime perfeito’. Conheça todos os pormenores do homicídio.
Por Sérgio A. Vitorino, Sofia Garcia e J.T.|08.09.18
No último mês, Diana e o marido Iuri andaram a ‘acalmar’ Amélia Fialho. A professora ameaçara deserdar a filha adotiva após anos de mau relacionamento e, principalmente, quando, em julho, ela se casou com o homem que Amélia reprovava. O casal regressara há 20 dias à casa da mulher e portou-se bem com segundas intenções: manter a herança do património de Amélia. Objetivo alcançado, e num acesso de raiva após uma discussão na sexta-feira, sábado drogaram e mataram a mulher de 59 anos. Tentaram o ‘crime perfeito’. Mas filha e genro foram detidos pela PJ de Setúbal e estão em preventiva.
O que disse a filha suspeita de matar mãe em entrevista à CMTV

De acordo com os depoimentos ao CM de colegas e pessoas próximas da professora de Físico-Química - dedicada à escola, à Igreja e à sua cadela Princesa -, Diana Fialho tinha olho nas casas da mãe: um duplex onde viviam no Montijo, um outro apartamento com inquilino na mesma cidade e uma casa de férias na Galiza (Espanha). Juntam-se mais dois carros.

Diana, de 23 anos, estudante universitária de Matemática Aplicada, adotada por Amélia aos 5, preparou o crime ao pormenor, inspirada nas séries policiais. Pesquisou na internet onde largar o corpo e traçou o plano, com ascendente sobre o marido Iuri Mata, 27 anos, formado em Contabilidade e Gestão. Sábado, ao jantar, desfizeram medicamentos que havia em casa para uma garrafa que só Amélia bebia, numa dieta especial.

A vítima, drogada, disse que se sentia tonta e foi para o quarto, onde filha e genro a mataram com golpes de martelo na cabeça. Enrolaram o corpo numa manta e, na madrugada, arrastaram-no escadas abaixo do duplex, para o elevador, garagem e mala do carro. A viatura (da vítima) foi parada junto a uma bomba de gasolina (com o corpo na bagageira) e o casal foi até lá a pé, como se não se conhecesse. Ele comprou gasolina e ela um isqueiro, tentando enganar a videovigilância. Seguiram para uma zona de mato em Pegões, onde regaram o corpo com a gasolina e o incendiaram.

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