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Correio da Manhã

Portugal
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Filha descreve agressões que sofreu às mãos da mãe: “Era um autêntico terror”

Mulher, que é advogada, julgada por maus-tratos a marido e filhos no Porto.
José Eduardo Cação e Ágata Rodrigues 24 de Abril de 2019 às 08:52
Tribunal de São João Novo, no Porto
Julgamento no São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, no Porto
Julgamento no São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, no Porto
Julgamento no São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
"Acho que ela tem um distúrbio de personalidade narcisista e que devia ser tratada."

As palavras foram ditas em tribunal pelo filho mais velho de uma mulher, advogada, que está a ser julgada no Tribunal de São João Novo, no Porto, por insultar e agredir o marido e os três filhos - um rapaz e duas raparigas -, durante anos.

Acusada de quatro crimes de violência doméstica, a arguida faltou à sessão.

"Ela reagia sempre com agressividade e agredia toda a gente. Chamava-me nomes e dizia que era ela a pagar tudo lá em casa", disse ao coletivo o marido da arguida, também advogado.

O homem, esta terça-feira ouvido, foi agredido mais do que uma vez pela mulher, que numa das situações chegou a ameaçá-lo com uma faca.

"Abria a porta do quarto, insultava-me, obrigava-me a fazer o que ela queria, porque ela é que mandava em casa. Chegou a encostar-me um isqueiro à cara para eu lhe obedecer", disse o filho durante a sessão.

"Era um autêntico terror. Acordou-me de noite e chamou-me à sala, onde acabou por me arranhar e ao meu pai", relatou uma das filhas aos juízes.

PORMENORES 
Pressão psicológica
Além das agressões - uma delas a 12 de dezembro de 2015, motivada por uma viagem da filha à Alemanha -, a arguida insultava o marido e chegou a dizer a uma das raparigas que estava "gorda". Desarrumava o armário e mexia nos objetos pessoais.

Controlo sobre a filha
Agora com 25 (o rapaz), 19 e 13 anos, os filhos mais velhos relataram que a mãe os perseguiu após saírem de casa. "A minha irmã mais nova estava connosco por ordem do tribunal, mas ela ia à casa tocar à campainha a gritar por ela ", disse a filha.
Tribunal de São João Novo Porto Alemanha crime lei e justiça julgamentos
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