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Correio da Manhã

Portugal
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Filho de agente da PSP tinha estufa de droga

Traficante condenado a cinco anos e sete meses de cadeia por cultivar canábis em casa, no Porto.
Nelson Rodrigues 31 de Março de 2019 às 01:30
Julgamento no São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, na cidade do Porto
Tribunal São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
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Julgamento no São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, na cidade do Porto
Tribunal São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Julgamento no São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, na cidade do Porto
Tribunal São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Num anexo que funcionava como estufa, no quintal da casa em que vivia, no Porto, o traficante, filho de um agente da PSP, guardava 43 vasos grandes e 32 pequenos com plantas de canábis.

Os mesmos eram iluminados por cinco holofotes de aquecimento, mas, para não ficarem muito quentes, havia ainda no local quatro ventoinhas, dois termoventiladores, um desumidificador e até um termómetro para medir a temperatura ambiente.

Durante um mês, o homem dedicou-se à venda das folhas da canábis que cultivava, mas acabou por ser apanhado em flagrante a vender o produto à porta de sua casa.

O traficante, de 35 anos, que está em prisão domiciliária (chegou a estar em preventiva), foi agora condenado no Tribunal de S. João Novo a cinco anos e sete meses de prisão por tráfico de droga e detenção de arma proibida - quando foi detido, em junho de 2018, tinha um spray de gás pimenta. Ainda no dia da detenção, as autoridades apreenderam-lhe 36 mil doses de canábis, assim como cocaína.

O arguido, que se encontrava desempregado, vivia com a companheira, o filho de 9 anos, um enteado, maior de idade, e uma cunhada. Ganhava um total de 164 euros de Rendimento Social de Inserção.

Em tribunal, o traficante, que não tinha antecedentes criminais, disse que cultivava canábis a pedido de amigos, mas negou que vendia droga a terceiros. Referiu que as folhas eram para fazer chá em casa, o que não convenceu os juízes.
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