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Correio da Manhã

Portugal
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Fim do tribunal obriga a viagens de três horas

Instalado num edifício do Ministério da Justiça, construído em 1993, o Tribunal de Pampilhosa da Serra não representa um "encargo substancial para o Estado", garante José Brito Dias, presidente da câmara. "O juiz e o procurador do Ministério Público já não são residentes, vêm cá de 15 em 15 dias, e tem três funcionários." Sobram as contas da água e da electricidade. "Se a questão é essa, o município não se importa de assumir essas despesas", afirma.
17 de Fevereiro de 2012 às 01:00
José Brito Dias, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, diz que os cortes “cegos” podem arruinar as vilas do interior do País
José Brito Dias, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, diz que os cortes “cegos” podem arruinar as vilas do interior do País FOTO: Ricardo Almeida

A concretização da proposta de reforma do mapa judiciário "seria um atentado à população do interior", refere o autarca, ao lembrar que a alternativa - Tribunal de Arganil – não é solução. A acessibilidade é "péssima e morosa" e fica a três horas de caminho de alguns pontos do concelho. Acresce o facto de não existir rede de transportes públicos para minimizar a interioridade de algumas das aldeias do município. "A única forma de nos deslocarmos é de táxi", diz Emília Batista, 42 anos, residente na vila. O concelho "já não tem pessoas, estamos longe de tudo, e se as instituições acabam, ficamos pior", diz. Rui Fernandes, de 39 anos, é da mesma opinião: "Uma medida destas só contribui para aumentar a desertificação."

José Brito Dias já pediu uma audiência à ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. Pretende demonstrar-lhe que "estes cortes cegos podem arruinar definitivamente determinados territórios". n

Mapa Judicial Pampilhosa da Serra Tribunal
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