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Fizeram buraco na parede para limpar ourivesaria

Um grupo de assaltantes usou um armazém abandonado na zona do Conde Redondo, em Lisboa, como base para, no último domingo, assaltar uma ourivesaria situada mesmo ao lado desse imóvel e a poucos metros da sede nacional da Polícia Judiciária, na Rua Gomes Freire.

27 de abril de 2007 às 00:00

Os meliantes fizeram um buraco na parede com uma máquina de construção civil, entraram no estabelecimento, e fugiram com os bolsos cheios de peças em ouro e relógios.

O proprietário da ourivesaria ‘Ouriana’, situada no n.º3 da Rua Conde Redondo, não quis prestar declarações ao CM. O relato do roubo foi, na totalidade, feito ao nosso jornal por várias fontes policiais.

“Quem fez este assalto, demonstrou conhecer o local. Aproveitaram o facto de um armazém, situado mesmo ao lado da ourivesaria, ter a fechadura avariada, e entraram neste espaço ao final da tarde de domingo”, referiu um desses informadores.

Outra fonte policial disse ao CM que os indivíduos já iriam munidos de um aparelho de construção civil. “Pensamos que possa ter sido uma rebarbadora. O buraco feito na parede mostra precisão e conhecimentos. Tem o tamanho suficiente para passar apenas uma pessoa de cada vez”, salientou.

Já no interior da ourivesaria, os assaltantes tiveram caminho aberto para ‘trabalhar’. “Foram roubados inúmeros artigos em ouro e relógios”, disse a mesma fonte.

O prédio onde fica situada a ourivesaria só é habitado no último andar. “Os moradores disseram à polícia ter ouvido barulho, mas pensaram que fosse de obras”, referiu outro informador da PSP.

A Polícia acabou por ser chamada ao local graças a uma denúncia anónima. “O proprietário foi contactado e quando levantou as grades de protecção da ourivesaria constatou que a mesma tinha sido assaltada”, referiu.

A Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa tomou conta do inquérito. Já foram recolhidos vestígios no local e em breve, segundo apurou o CM, poderão ser identificados alguns suspeitos do crime perpetrado no último domingo.

ALUGUERES

O espaço ocupado pela ourivesaria assaltada no último domingo, assim como os dois armazéns que o ladeiam, são propriedade do mesmo senhorio. “Há anos que o dono da ourivesaria, e os donos dos outros espaços mantêm as rendas actualizadas”, disse fonte policial.

FECHADURA

Há já algum tempo que a fechadura do armazém usado pelos assaltantes como base para o ataque à ourivesaria se encontrava avariada. O espaço em causa é usado pelo proprietário de uma papelaria das imediações, que se serve dele como local de depósito de jornais, revistas, e outras publicações não vendidas. “Os indivíduos aperceberam-se disso, e fizeram uso do armazém”, disse ao CM fonte policial.

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