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Correio da Manhã

Portugal
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Fogo ameaça casas e provoca pânico

Moradores da freguesia de Outeiro passaram noite em sobressalto no combate às chamas
15 de Setembro de 2013 às 01:00
Populares ajudaram os 270 operacionais dos bombeiros a combater as chamas em Outeiro
Populares ajudaram os 270 operacionais dos bombeiros a combater as chamas em Outeiro FOTO: Arménio Belo/Lusa

Dezenas de moradores da freguesia de Outeiro, em Viana do Castelo, estiveram até à madrugada e manhã de ontem com o coração nas mãos. As chamas lavraram mais de 30 horas e a GNR já identificou o homem que terá causado o fogo, negligente, devido a uma faísca que saltou do veículo que manobrava. Em Vouzela, um fogo, que pelas 16h00 de ontem deflagrou em Rocha, rapidamente atingiu grandes proporções e destruiu uma vasta área de floresta. As chamas obrigaram aos cortes da A25 e do IP5 e, à hora de fecho desta edição, ameaçavam várias aldeias – sobretudo Vesconha.

No caso de Viana do Castelo, Gilberto Fonte vive há 27 anos junto ao monte do Ramalhão e viu o fogo a poucos metros de casa. "De manhã andei com os meus filhos a apagar as chamas aqui perto. Andávamos com ramos e conseguimos apagar 100 ou 150 metros, mas aquilo reacendeu novamente", contou ao CM, visivelmente cansado por ter passado a noite sem dormir.

As chamas deflagraram no monte do Ramalhão, em Outeiro, ao início da tarde de anteontem. Durante várias horas mais de 270 operacionais combateram as chamas apoiados por 75 veículos e quatro meios aéreos.

Os momentos mais complicados viveram-se na noite de anteontem, com o fogo a chegar próximo de várias casas. Só a intervenção dos operacionais e dos populares evitou que alguma casa ardesse.

No combate às chamas, um bombeiro dos Municipais de Viana do Castelo sofreu queimaduras ligeiras e foi transportado para o hospital.

Ontem à tarde, a GNR identificou um homem, de 21 anos, que terá originado o incêndio enquanto manobrava uma máquina agrícola na limpeza de um terreno.

A prioridade dos bombeiros foi proteger as casas. "Como existem sempre casas no meio da zona florestal, os meios foram posicionados junto às casas", explicou o comandante operacional distrital Armando Silva.

A evacuação de habitações chegou a ser ponderada, mas acabou por não ser necessária. O fogo foi dado como dominado ao final da tarde.

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