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Correio da Manhã

Portugal
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FOGO E EXPLOSÕES NO IC 2

Uma colisão entre um camião-cisterna com combustível e outro veículo pesado que transportava garrafas de uísque provocou ontem de manhã um morto e um ferido ligeiro no IC2, ao quilómetro 87, na Charneca do Rio Seco, em Turquel, Alcobaça. O embate foi seguido de um incêndio e várias explosões.
16 de Dezembro de 2003 às 00:06
O acidente ocorreu pelas 11h00, quando o camião que levava bebidas e circulava no sentido Sul/Norte travou de repente e foi colidir na outra faixa de rodagem com o pesado que transportava gasóleo, explicou o comandante dos Bombeiros Voluntários da Benedita, Carlos Guerra.
Na sua marcha desgovernada, o veículo abalroou ainda dois veículos ligeiros estacionados fora da estrada, sem ocupantes no interior, tendo um deles sido destruído pelo incêndio que entretanto deflagrou.
O motorista do camião-cisterna, Paulo Jorge Ramos da Luz, de 42 anos, natural de Campo Grande, Lisboa, e residente em Vidais, Caldas da Rainha, casado, com três filhos menores, teve morte imediata.
O motorista ficou carbonizado, tendo sido necessário utilizar um carro de desencarceramento para remoção do corpo, que foi transportado para a morgue do Hospital de Leiria.
O condutor do outro pesado sofreu ferimentos ligeiros, foi transportado ao Hospital de Alcobaça e regressou ao local do acidente, que não soube explicar.
A violência do embate e as matérias perigosas transportadas pelo camião-cisterna causaram um incêndio, seguido de várias explosões num dos tanques do veículo, tendo ardido também algumas caixas de uísque do outro pesado.
A via esteve cortada mais de sete horas para a remoção dos dois veículos, cujas cabinas ficaram destruídas. Nove corpos de bombeiros, com64 elementos e 21 viaturas, combateram as chamas com água e espumífero, um trabalho difícil devido às explosões.
DEPÓSITO COM CRUDE E GASES
O camião-cisterna, com capacidade para 32 mil litros de combustível, divididos por seis compartimentos, transportava cinco mil litros de gasóleo, que, segundo o coordenador do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, Ilídio de Sousa, não foi afectado.
O depósito que explodiu continha gases e crude, pelo que ardeu e originou as explosões. O camião-cisterna pertence à empresa Sosi – Combustíveis, Lda., de Moleanos, Alcobaça.
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