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Correio da Manhã

Portugal
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Fogo entra nas aldeias de Castelo Branco e deixa povo em pânico

Mais de mil operacionais a combater as chamas.
Isabel Jordão e Paula Gonçalves 15 de Setembro de 2020 às 01:30
Chamas progrediam ontem a uma velocidade de 500 hectares por hora, segundo o comandante das operações
População teve de unir esforços para salvar os seus bens, dada a falta de bombeiros
Incêndio alastrou de Proença a Nova para os concelhos de Oleiros e Castelo Branco
Chamas progrediam ontem a uma velocidade de 500 hectares por hora, segundo o comandante das operações
População teve de unir esforços para salvar os seus bens, dada a falta de bombeiros
Incêndio alastrou de Proença a Nova para os concelhos de Oleiros e Castelo Branco
Chamas progrediam ontem a uma velocidade de 500 hectares por hora, segundo o comandante das operações
População teve de unir esforços para salvar os seus bens, dada a falta de bombeiros
Incêndio alastrou de Proença a Nova para os concelhos de Oleiros e Castelo Branco
Várias aldeias de Proença a Nova e Oleiros, no distrito de Castelo Branco, estiveram esta segunda-feira cercadas. E em algumas o fogo entrou mesmo, de braço dado com a densa nuvem de fumo.

Em locais como Fórneas e Dáspera, tiveram de ser moradores em pânico a unir esforços para salvarem os bens, dada a falta de bombeiros, sobretudo nas primeiras horas.

O incêndio começou domingo à hora de almoço, em Cunqueiros, Proença a Nova, e alastrou aos concelhos Oleiros e Castelo Branco, mantendo-se esta segunda-feira à noite ativo e a ser combatido por mais de um milhar de operacionais.

De manhã, 23 moradores tiveram de ser retirados das suas casas, nas aldeias de Bafareira e Rabisca, e em Roqueiro o povo queixava-se da falta de comunicações.

“Vivemos horas de aflição, sem conseguir falar com ninguém, nem saber se havia estradas cortadas”, disse o familiar de um morador, que saiu de Lisboa para a aldeia “às cegas”.

Ao final da tarde de segunda-feira, estava dominado 50 por cento do perímetro do incêndio, calculado em 60 quilómetros, sendo que numa grande parte dessa área decorriam trabalhos de consolidação com máquinas de rasto.

Cálculos oficiais apontam para uma área ardida de 15 mil hectares - três vezes mais que o maior incêndio do ano até setembro, também em Oleiros -, com as chamas a destruírem a uma velocidade vertiginosa: 500 hectares por hora.

Só segunda-feira à tarde é que houve condições de segurança para colocar meios de combate na “cabeça do incêndio”, disse o comandante Belo Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, adiantando que “não se atacam incêndios desta grandeza à cabeça sem condições de segurança”.

Desde domingo, duas viaturas dos bombeiros de Proença a Nova foram atingidas pelas chamas. Dois bombeiros queimados foram esta segunda-feira visitados no hospital pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Pormenores
Idoso abandonado
O neto de um idoso acusou esta segunda-feira uma equipa dos Bombeiros de Cernache de Bonjardim de o terem abandonado “no meio do fogo. Disseram que iam buscar água e não regressaram”, disse.

Insuficiência de meios
“Foi um fogo muito rápido e houve insuficiência de meios na sua parte inicial”, disse esta segunda-feira o presidente da Câmara de Proença a Nova, João Lobo.

Sete feridos
Esta segunda-feira à tarde havia registo de um total de sete feridos, todos bombeiros, sendo cinco por inalação de fumo ou entorses.
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