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Correio da Manhã

Portugal
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Foguetes lançam polémica em Sintra

Almargem do Bisbo, Sintra, celebra este fim-de-semana o Círio de Nossa Senhora do Cabo Espichel. Mas ainda a festa não começou e já a polémica está instalada. Tudo por causa do fogo-de-artifício.
17 de Setembro de 2005 às 00:00
Os responsáveis pela festa em Almargem garantem que não há perigo de incêndio pelos foguetes
Os responsáveis pela festa em Almargem garantem que não há perigo de incêndio pelos foguetes FOTO: Natália Ferraz
O lançamento do fogo foi licenciado pela PSP de Cascais, a quem, territorialmente, compete a emissão desse tipo de autorização. No entanto, o parecer pedido aos bombeiros da área, os voluntários de Belas, e assinado pelo seu comandante, António Gualdino, aponta apenas que se cumpra a lei em vigor. E a lei impede o lançamento de fogo de artifício e de foguetes durante a época de fogos florestais, que ainda está em vigor.
Para os bombeiros que tutelam operacionalmente esta região, com o regime de seca severa por que Portugal tem passado, há um risco acrescido de que possa haver um incêndio. Os bombeiros reconhecem, porém, que os responsáveis pela festa tiveram cuidado na escolha das zonas de lançamento de fogo.
“Não vai haver perigo nenhum. Temos duas zonas escolhidas, uma para o fogo preso, outra para o fogo aéreo. O primeiro será lançado num campo lavrado, com uma área suficientemente ampla. No segundo caso, o terreno está limpo e, de qualquer forma, vão estar dois carros de bombeiros de prevenção no local”, contrapôs ao CM Mário Pedroso, um dos ‘juízes’ do Círio.
Este responsável salientou mesmo que, ao contrário do que sucedia antigamente, com a saída da procissão da vizinha Igreja da Piedade, Almornos, os foguetes não são mais lançados pelo caminho, mas apenas na área escolhida e sob vigilância dos bombeiros.
“A colocação de meios de prevenção não garante que não possa haver algum incêndio por causa dos foguetes e é isso que queremos salvaguardar”, explicou António Gualdino.
Para os responsáveis da Protecção Civil, a actual lei, o decreto-lei 290/81 de 18 de Dezembro, que define o licenciamento do fogo-de-artifício, não está bem formulada e precisa de ser revista, porque apenas salvaguarda algumas situações.
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