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Correio da Manhã

Portugal
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Manifestantes das Forças de Segurança pedem demissão do ministro Eduardo Cabrita

Protesto, que teve início pelas 11h00, foi organizado pelo 'Movimento Zero', que reúne alguns elementos do sindicato da PSP e da GNR.
João Carlos Rodrigues e Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 21 de Junho de 2021 às 12:19
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Centenas de Forças de segurança protestam em frente à Assembleia da República
As forças de segurança começaram esta segunda-feira um protesto em à frente da Assembleia da República, em Lisboa, numa manifestação organizada pelo Movimento Zero.

À porta da Assembleia, os manifestantes gritaram e pediram a demissão do ministro Eduardo Cabrita. Após algum tempo, tiraram de mochilas as fardas e fardaram-se parcialmente, apresentando uma tarja a pedir aos "camaradas de serviço" para se virarem de frente para a Assembleia.



Os manifestantes exigem melhores condições de trabalho, nomeadamente a atualização das tabelas salariais e a atribuição de subsídio de risco a todos os polícias.

Após uma tentativa de deslocação ao Ministério da Administração Interna, que foi interrompida na Av. 24 de julho, mal começaram a acorrer várias carrinhas das equipas de intrevenção da PSP, o protesto seguiu em marcha até ao Terreiro do Paço e percorreu toda a Baixa de Lisboa. Os manifestantes, entre 400 a 500, fizeram-se ouvir ao subir a Avenida de Liberdade, até ao Marquês de Pombal, antes de voltarem para a Assembleia da República, ao final da tarde. O trânsito sofreu bastantes condicionantes e, nas vias mais movimentadas da Baixa lisboeta, chegou mesmo a estar cortado para que as forças de segurança em protesto pudessem passar.

O protesto, sobre o mote 'Hora de Agir- Unidos Somos a Tempestade que os Atormenta' , teve início pelas 11h00, foi organizado pelo 'Movimento Zero', grupo inorgânico que nasceu nas redes sociais há alguns anos e que, em 2019 participou num protesto organizado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que reuniu quase 15 mil membros das forças de segurança em manifestação.



Os sindicatos da PSP e da GNR não estiveram presentes oficialmente nesta manifestação, mas admitiram a participação de membros seus associados, a título individual.


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