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Correio da Manhã

Portugal

Fragata Corte-Real em exercício "desafiante" da NATO

Comandante conta ao CM: “A força naval é impressionante”.
Sérgio A. Vitorino 25 de Outubro de 2018 às 08:38
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
Fragata Corte-Real em exercício 'desafiante' da NATO
É um orgulho representar Portugal num dos maiores exercícios da NATO de todos os tempos. Temos a desafiante tarefa de comando de todo o combate da guerra de superfície da força naval ‘boa’".

Valter Bulha de Almeida comanda a fragata ‘Corte-Real’, que desde esta quarta-feira está no mar do Norte, ao largo da Noruega, no exercício Trident Juncture 18, que mobiliza 50 mil militares, 70 navios e 150 aviões da NATO.

"Estamos a mostrar a força da NATO. Até porque a Rússia recentemente fez os seus maiores exercícios navais em muitos anos. A força naval que reunimos é impressionante. Parece que Trondheim [porto nos fiordes da Noruega de onde saíram esta quarta-feira] foi alvo de ocupação militar", afirma o comandante de 200 militares portugueses, entre eles um destacamento de fuzileiros e outro do helicóptero.

"Tenho a bordo 22 militares mulheres, 10% da guarnição. Estão à altura do navio, que está com um desempenho excelente", assegura. O cenário do exercício é a invasão de um país NATO.

"É acionado o artigo 5º: o ataque a um é um ataque a todos. Vamos ter guerra naval e desembarques anfíbios para defesa do país agredido. A força vai dividir-se, com capacidades iguais, e a ‘Corte-Real’ fica do lado dos ‘bons’, da NATO", explica Bulha de Almeida. 

Temperatura negativa, vento e mar
O exercício realiza-se num ambiente pouco habitual para os portugueses. "Já estamos com dois graus negativos de temperatura. Lidamos ainda com ventos de 30 a 40 nós e ondas de 6 a 7 metros", relata Bulha de Almeida ao CM. A ‘Corte-Real’ está desde setembro afeta à SNMG1, uma das quatro forças navais permanentes da NATO.

"Andámos pelo Báltico e mar do Norte, em exercício e treino a mostrar as nossas capacidades, que são potenciadas pela importância do helicóptero a bordo". A SNMG1 tem ainda fragatas da Dinamarca, Noruega e Bélgica.

Treinos de tiro animam a guarnição
A guarnição tem realizado treinos de tiro. Há um, ainda a cumprir durante o exercício, que está a gerar grande expectativa. "Vamos usar a nossa peça [um canhão de 100 mm] em tiro contra a costa [no caso uma ilha]. É algo que a artilharia não faz há algum tempo", diz Bulha de Almeida. 

PORMENORES
Lisboa a 30 de novembro
A ‘Corte Real’ vai ficar no mar, na área de exercício (quase toda a costa da Noruega), até 7 de novembro. A força será visitada pelos líderes da NATO. A chegada a Lisboa está prevista para 30 desse mês.

Ciberataques
"O que tenho a bordo mais importante são as pessoas", afirma Bulha de Almeida. O exercício terá ainda outros cenários, como ciberataques "com influência nas redes da fragata".

Nova ‘Guerra Fria’
O Trident Juncture 18, nas ‘barbas’ da Rússia, é tido como resposta da NATO à maior atividade militar russa que fez regressar o fantasma da ‘Guerra Fria’.
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