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Correio da Manhã

Portugal

FREGUESIA ORIENTE VIVE RODEADA DE PROBLEMAS

A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações (AMCPN) vai entregar uma petição na Assembleia da República, durante o mês de Novembro, com o objectivo de reclamar para aquele espaço a criação de uma nova freguesia, a integrar no município de Lisboa ou de Loures.
20 de Outubro de 2002 às 00:02
“Queremos manter a zona como um cartão de visita da capital”, revela ao CM o presidente daquela estrutura local, José Manuel Moreno.

Apesar de ser vista como uma zona lúdica, os problemas para os moradores acumulam-se sem resolução. O porta-voz da AMCPN cita os sectores dos transportes, educação e saúde como aqueles que mais os afligem.

“O sistema de transportes públicos é escasso. Só existe uma carreira da Carris, entre as 07h30 e as 20h30, não sendo a rede alargada ao que sabemos por razões de delimitação territorial entre as empresas que estão autorizadas a operar na zona”, esclarece José Moreno.

O mesmo interlocutor fala dos problemas da educação ao revelar que a Escola Vasco da Gama (infantil e básica) está saturada, isto quando o número de residentes já se situa nos 6/7 mil, mais os 9 mil que diariamente para ali se deslocam para trabalhar.

Ao olhar para o futuro, a voz dos moradores do Parque das Nações fala ainda com preocupação no facto de ainda não ter sido iniciada a construção do novo centro de saúde, contribuindo para a saturação das casas de saúde circundantes.

O remate das lamentações inclui ainda aquilo a que José Moreno apelida de “estacionamento caótico quando a taxa de ocupação da zona ainda está a um quarto do total e a legalidade da sinalização de trânsito suscita fortes dúvidas jurídicas”.

Apesar dos problemas, Lisboa já fez saber que lhe “agrada ficar com a futura freguesia, enquanto a Parque Expo considera uma questão do foro político”.
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