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Correio da Manhã

Portugal
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FRENTE CONTRA CORTES NA SUPERIOR

Uma frente alargada composta por docentes e não docentes do ensino superior público, incluindo estruturas da CGTP e da UGT, quer pressionar o Governo a recuar nos cortes orçamentais às universidades e politécnicos para o próximo ano.
23 de Setembro de 2002 às 23:15
Numa declaração conjunta, são realçados os efeitos negativos que os cortes de cinco por cento nas verbas transferidas para as instituições irão provocar nas universidades e politécnicos.

A estabilidade do corpo docente e a qualidade do ensino superior irão, certamente, sofrer com a redução das verbas orçamentais, disse à Lusa João Cunha e Serra, da Fenprof. "Não vamos reclamar que o Orçamento de Estado transferido para as instituições seja igual ao orçamento-padrão, uma vez que estão, cada vez mais, distanciados", sublinhou.

"As escolas estão com muitas dificuldades em organizar os orçamentos para o próximo ano, existindo já docentes e não docentes que viram os contratos não serem renovados", salientou, por seu turno, Luís Melo, vice-secretário-geral da FNE.

"Queremos evitar que ao desemprego dos professores dos ensinos básico e secundário se junte o dos docentes do ensino superior", defendeu.

Relativamente às verbas que permitirão às universidades e politécnicos funcionarem, no próximo ano, com qualidade idêntica à de 2002, os sindicatos defendem a transferência de 732 milhões de euros do Orçamento de Estado, à semelhança do que advoga o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Na passada semana, os reitores afirmaram, determinantemente, que só aceitam um orçamento de contenção para as universidades "apenas por mais um ano".
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