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Correio da Manhã

Portugal
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Funeral ao fim de nove anos

Quase nove anos depois de ter morrido, Augusta Martinho, a idosa encontrada sem vida no dia 8 de Fevereiro no seu apartamento na Rinchoa (Sintra), foi ontem a enterrar. Uma dezena de familiares marcou presença no cemitério de Rio de Mouro, entre eles Joaquim Martinho, 63 anos, o único dos cinco irmãos de Augusta ainda vivo.
23 de Março de 2011 às 00:30
Joaquim Martinho e a sua filha Cristina, após o funeral
Joaquim Martinho e a sua filha Cristina, após o funeral FOTO: Tiago Sousa Dias

Os restantes familiares presentes eram sobrinhos e primos da idosa, que teria hoje 96 anos. "Só na quinta-feira fui informado de que o Instituto de Medicina Legal tinha libertado o corpo", disse Joaquim Martinho.

Aida Martins, vizinha cujos apelos foram ignorados pelas autoridades, também esteve no funeral. Segundo Aida, a nova proprietária do apartamento "já retirou todo o recheio, fez limpezas e prepara-se para fazer obras". Joaquim Martinho ficou surpreendido, mas admite que nada fez para reclamar o recheio. "A prioridade era o funeral, agora vamos falar com um advogado para saber as hipóteses de reaver a casa", disse. Os bens de Augusta são a dividir por três: uma parte para Joaquim e as outras duas a dividir por seis sobrinhos. O funeral também foi pago de forma tripartida.

A casa de Augusta Martinho foi vendida pelas Finanças por 30 mil euros, para recuperar uma dívida de 1450 euros relativa a IMI. Foi a compradora quem encontrou o corpo da idosa, no chão da cozinha.

MORTE FUNERAL RINCHOA SINTRA
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