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Correio da Manhã

Portugal
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Furtado no São José

Álvaro Simãozinho deu entrada nas Urgências do Hospital de São José (HSJ), em Lisboa, na passada quarta-feira. Foi transferido de Vila Franca de Xira, onde entrou com uma ruptura no ouvido após uma queda, mas ainda foi vítima de furto durante o internamento.
2 de Julho de 2007 às 00:00
Álvaro Simãozinho está revoltado com a falta de segurança na Urgência
Álvaro Simãozinho está revoltado com a falta de segurança na Urgência FOTO: Natália Ferraz
Ao entrar no HSJ deixou a roupa e os seus pertences no balcão da Urgência e assinou os impressos que confirmavam o que levava. No dia seguinte, quando teve alta, quis recuperar as suas coisas. “Fiquei atónito quando a funcionária me disse que o meu tio já tinha levantado as minhas coisas”, queixou-se ao CM.
É que Álvaro Simãozinho não tem nenhum tio. “Como é que o HSJ entrega os bens de um paciente a qualquer pessoa? Eu ainda estava dentro do hospital, a falar com os médicos, quando esse ‘tio’ me levou as coisas.”
No envelope selado que uma funcionária entregou ao ‘tio’ estavam um telemóvel no valor aproximado de 850 euros, um fio, uma pulseira e duas medalhas de ouro, um relógio, a carteira com todos os documentos, 23,95 euros em dinheiro e também as chaves de casa.
O homem de 38 anos, que luta contra um tumor maligno na boca do estômago – para o qual recebe tratamentos – pediu de imediato o Livro de Reclamações do HSJ. “O mais engraçado é que à porta do hospital tinha sido largado um saco com a minha roupa, ou seja, o ‘tio’ só queria mesmo as coisas de valor. Assinou os papéis de recolha de pertences com número de BI falso e escapou.”
Nessa mesma noite de quinta-feira, 28 de Junho, fez participação na PSP. “Cancelaram-me os cartões de débito e crédito e anularam os restantes documentos. A PSP disse-me que o tal ‘tio’ tinha usado um número de BI de uma senhora que já morreu.”
O CM não obteve ontem uma reacção oficial do HSJ. No entanto, Álvaro Simãozinho garante que João Varandas, director das Urgências do hospital lisboeta, falou com ele: “Pediu-me para ter paciência e explicou-me que abriram um inquérito interno.” Curiosamente, apesar de ter sido feita queixa na quinta à noite e de os cartões multibanco terem sido cancelados, no sábado Álvaro teve mais um desgosto: “Tiraram-me 350 euros da minha conta mesmo depois de eu ter cancelado os cartões.”
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