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Correio da Manhã

Portugal
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Gaia estuda despejo

O homem que se entregou à Polícia Judiciária do Porto assumindo a autoria do tiro acidental que vitimou mortalmente um seu amigo, de 23 anos, nas celebrações da noite de Passagem de Ano, pode vir a ser despejado do bairro social de Perosinho, em Vila Nova de Gaia.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
A Gaiasocial – Empresa Municipal de Habitação, que gere os bairros da autarquia gaiense, instaurou um inquérito ao sucedido, após o vice-presidente da Câmara, Marco António, que é também presidente da Gaiasocial, ter vindo a público no mesmo dia do homicídio afirmar que admitia despejar aqueles que festejaram o Fim-de-Ano com tiros para o ar.
Termo de identidade
“Os nossos serviços jurídicos estão a estudar o caso, mas num processo de despejo é necessário conhecer aprofundadamente o contexto do agregado familiar”, disso ontem ao CM, Silvano Teixeira, administrador da Gaiasocial.
O relatório preliminar do inquérito promovido pela autarquia deverá estar pronto na próxima semana, após a audição do visado. Recorde-se que o Tribunal de Instrução Criminal do Porto determinou o Termo de Identidade e Residência (TIR) para o jovem, configurando provisoriamente o sucedido como decorrente de negligência.
O assumido autor do disparo da shotgun – da mesma idade da vítima, Ricardo Cunha, desempregado, 23 anos, de quem era amigo – é de facto titular de arrendamento de uma habitação no Bairro Praceta Futebol Clube Perosinho mas afirmou que a arma pertence a um terceiro indivíduo, condição que vai agora ser alvo de confirmação por parte dos investigadores da PJ.
“É certo que o autor do tiro e a vítima se davam bem e no dia do funeral não pairava qualquer animosidade. Todavia, só depois de uma avaliação completa e conscienciosa é que serão determinadas as medidas a tomar”, concluiu ainda Silvano Teixeira.
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