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Correio da Manhã

Portugal
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Gaia recupera o centro

A ideia começou a tomar forma há um ano e ontem foi celebrado o acordo entre o município de Gaia e a Caixanova, entidade bancária sediada na Galiza, para a recuperação do centro histórico.
20 de Janeiro de 2007 às 00:00
O centro histórico de Gaia terá oito edifícios recuperados
O centro histórico de Gaia terá oito edifícios recuperados FOTO: António Rilo
O investimento de 150 milhões de euros, a concretizar entre seis e dez anos, será canalizado para a intervenção em oito edifícios, que preenchem 170 mil metros quadrados, na Freguesia de Santa Marinha. Recorde-se que o grupo Caixanova comprou as Caves Burmester, Barros e Cálem, que, por sua vez, detêm um quinto do edificado da zona em reabilitação.
O presidente da Câmara, Luís Filipe Meneses, aproveitou para anunciar que assinará também um acordo com um grupo inglês, no valor de 200 milhões. O investimento visa a área da reconstrução e animação de espaços históricos, com traço de Manuel Salgado. O presidente da edilidade recorda que estão em curso projectos no valor de mil milhões de euros.
O vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, que conduziu o investimento no centro histórico – o processo é assumido pela Sociedade de Reabilitação Urbana ‘Cidade de Gaia’ – sublinha que o concelho cortou com a tradição do País de fazer intervenções com dinheiro público.
“Este pode ser um exemplo a seguir pelo País”, disse. Todavia, confidenciou que, apesar de sempre ter encontrado no Governo simpatia para com o projecto, o executivo sempre foi “muito hesitante”.
Na parte intervencionada vão surgir espaços para comércio, serviços e zonas culturais, área em que a Caixanova tem tradição de actuar na região da Galiza.
Entre os edifícios a recuperar pela parceria luso-galega estão a Quinta de Santa Ana e Instalações Burmester. A autarquia afirma que a importância do Vinho do Porto, no local, foi “valorizada” e “preservada”.
Com este contrato, fica assegurada a recuperação de cerca de vinte por cento do centro histórico.
PORMENORES
QREN
Meneses criticou a forma como o primeiro ministro José Sócrates apresentou o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) que apelidou de “três sacos azuis”. Afirma que se sabe quais as áreas estratégicas – formação, recursos humanos e recuperação do território –, “mas não se sabe quando e como o vão fazer”.
OTA E TGV
O edil de Gaia disse também que tanto a OTA como o TGV terão transferências do QREN muito abaixo do custo das obras. “Se assim é, só com o recurso a impostos ou ao endividamento do Estado é que se pagarão estas obras”, afirmou.
CAIXANOVA
A Caixanova, através da directora Dolores Vilarino, manifestou o seu agrado em investir na recuperação do centro histórico de Gaia que considera “magnificamente situado”.
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