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Correio da Manhã

Portugal
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Gang ataca estudantes

Começavam por pedir um cigarro ou uma moeda e acabavam a agredir violentamente as vítimas ou a ameaçá-las com uma faca, levando todos os objectos que tinham consigo e obrigando algumas a revelar o código do cartão multibanco. O quinto elemento deste grupo que espalhou o pânico em Coimbra, sobretudo entre a comunidade estudantil, foi detido na sexta-feira, anunciou ontem a PSP. Os restantes tinham sido apanhados três dias antes.
17 de Março de 2009 às 00:30
Suspeitos começavam por pedir um cigarro ou uma moeda
Suspeitos começavam por pedir um cigarro ou uma moeda FOTO: Carlos Ferreira

Fonte policial garante ao CM que atacaram pelo menos uma dezena de pessoas, na maioria estudantes. Este último elemento detido participou em doze situações de roubo e furto. Em três dos casos usou uma faca para ameaçar as vítimas e agrediu cinco com violência.

Foi o que aconteceu a um homem que circulava a pé na Estrada da Beira. O grupo começou por lhe pedir um cigarro e, de seguida, assaltou-o, usando uma faca. Obrigaram-no ainda a deslocar-se ao multibanco e, agredindo-o, exigiram o código secreto, levantando todo o dinheiro que foi possível.

Há registo de outros casos em que, à primeira abordagem, pediam uma moeda, mas quer as vítimas correspondessem ou não à solicitação, o resultado era o mesmo: acabavam roubadas. O modus operandi foi igual em todos os casos: primeiro chegava um elemento que fazia o pedido e os outros atacavam logo de seguida.

Além do roubo a pessoas, estes elementos são suspeitos de assaltarem estabelecimentos comerciais e furtarem carros. A maioria dos casos ocorreu em Coimbra, mas há também registo de roubos na zona da Lousã.

PORMENORES

TRÊS PESOS

O quinto elemento do grupo encontra-se em prisão preventiva por decisão judicial. Esta medida de coacção já tinha sido anteriormente aplicada a mais dois. Os restantes estão obrigados apresentações periódicas às autoridades e proibidos de contactarem entre si.

SEM PROFISSÃO

Os suspeitos têm 18, 19, 21 e 22 anos. Todos residiam em Coimbra, são solteiros e nenhum deles tem uma profissão definida. Na cidade atacavam sobretudo na zona da Praça da República e área limítrofe.

QUATRO MESES

O grupo tem vindo a actuar na cidade nos últimos quatro meses, tendo feito pelo menos dez vítimas, mas suspeita-se que existam mais. Algumas sofreram ferimentos.

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