Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Gang da Ribeira arrisca 25 anos

Jurou por Deus que não matou, lamentou a morte de Ilídio Correia, segurança do gang rival, assegurou que não era um assassino. ‘Pidá’ foi condenado a 23 anos de cadeia, mas o Ministério Público entende ser insuficiente. Helena Fazenda, a procuradora nomeada para coordenar as investigações à noite do Porto, recorreu do acórdão da primeira instância e pediu pena máxima: vinte e cinco anos de prisão para ‘Pidá’, Mauro e ‘Beckham’, estes dois últimos condenados a 21 e 22 anos de prisão.
2 de Março de 2010 às 00:30
‘Pidá’ foi condenado a 23 anos, mas a procuradora quer que a pena suba para 25
‘Pidá’ foi condenado a 23 anos, mas a procuradora quer que a pena suba para 25 FOTO: Diogo Pinto

O recurso foi comunicado aos arguidos no final da semana passada e junta-se, na Relação, aos recursos interpostos pelos membros do gang da Ribeira. Aqueles defendem exactamente o contrário, de que as penas são excessivas e que não foi feita prova do homicídio do líder do gang de Miragaia. E que as vítimas eram também elas ‘provocadoras’, conforme aliás se demonstra na acusação deduzida pela mesma equipa de magistrados.

Recorde-se, ainda, que grande parte da tese defendida na acusação do Ministério Público foi dada como provada. O colectivo de juízes considerou que, a partir de Agosto de 2007, o gang da Ribeira se envolveu numa série de confrontos físicos contra os irmãos Correia, tendo planeado a morte de Ilídio ao pormenor. Os quatro arguidos, juntamente com um outro elemento, que não foi identificado, saíram de casa armados e esperaram pelo momento certo para montar aquilo que o tribunal diz ter sido uma autêntica emboscada. Já junto à Alfândega, o grupo disparou de forma incessante contra os Correia e dois amigos, tendo o desfecho não sido pior apenas por sorte.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)