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Correio da Manhã

Portugal
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Gang rapta e espanca empresário na Moita

Guineense esteve refém durante três dias de quatro compatriotas.
Tânia Laranjo e Miguel Curado 29 de Maio de 2019 às 01:30
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Polícia Judiciária
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Três homens e uma mulher foram presos pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) da PJ por terem raptado e mantido em cativeiro durante três dias, numa habitação da Margem Sul, um empresário guineense, filho de um alto responsável do Governo daquele país.

Em comunicado, a PJ explica que os crimes ocorreram em janeiro. A vítima, residente na Guiné-Bissau, mas que se deslocava a Portugal com frequência, foi atacada pelos suspeitos, que têm entre 40 e 49 anos, também eles guineenses, em plena via pública, no concelho da Amadora.

Levado para uma habitação preparada para o efeito, situada na freguesia do Vale da Amoreira, Moita, o empresário foi, ao longo de três dias, submetido a constantes ameaças de morte e agressões violentas, de modo a que os familiares fossem coagidos a pagar o resgate pedido.

Apesar de só parte do resgate ter sido pago, o empresário acabou por ser libertado. Sofreu ferimentos considerados graves.

A PJ pegou na investigação pouco depois da libertação do empresário. Tutelados por um procurador do Departamento de Investigação e Ação Penal da comarca da Moita, inspetores da UNCT da PJ começaram a recolher prova e, esta terça-feira de manhã, avançaram para as detenções.

Foi apreendida diversa documentação que, assegura a PJ, acentua os indícios contra os quatro detidos pela prática de rapto, extorsão, coação e posse ilegal de armas. Os detidos estavam esta terça-feira a ser interrogados no tribunal do Barreiro.
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