Gang invade metro e espanca fiscais

Um fiscal com “um braço partido em dois sítios”, outro com “a cara toda amassada” e uma guarda-freio com “hematomas nas costas devido aos pontapés”. Este foi o resultado de um ataque ao Metro Sul do Tejo, na quarta-feira à noite, cometido por um grupo de 15 jovens oriundo do Monte da Caparica, Almada. Isto porque os fiscais exigiram que pagassem um bilhete de 85 cêntimos.
14.11.09
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Gang invade metro e espanca fiscais
Grupo accionou manípulos de emergência antes de a composição chegar à plataforma da estação da Ramalha Foto Mariline Alves

Segundo o CM apurou junto de funcionários da empresa, pelas 20h00 de quarta-feira, '15 jovens entraram numa composição do MST na estação do Pragal sem pagar bilhete'. Uma equipa de fiscalização que seguia a bordo confrontou o grupo e exigiu que saísse na paragem seguinte.

No entanto, 'antes da composição chegar à plataforma da Ramalha, elementos do gang accionaram os manípulos de emergência para que o metro não pudesse seguir viagem e puxaram os fiscais para a rua, onde os agrediram brutalmente'. Na altura, o metro seguia 'quase cheio' e terá sido a presença dos passageiros que evitou o pior. 'Sentiram que havia muitas testemunhas e fugiram.' Para trás deixaram três pessoas estendidas no chão.

FUNCIONÁRIOS TEMEM GRUPOS E REPRESÁLIAS

O CM tentou ontem chegar à fala com vários guarda-freio e fiscais do Metro Sul do Tejo, mas obteve sempre a mesma resposta: 'Não podemos falar sobre isso. Estamos proibidos. Se o fizéssemos sofríamos logo represálias da empresa.' No entanto, longe das câmaras de videovigilância das estações, foi fácil encontrar quem, sob anonimato, garantisse que 'esta não é a primeira vez que ocorrem situações deste tipo. Os funcionários estão sujeitos diariamente a vários perigos e a empresa nada faz.' Os utentes interpelados pelo CM confirmam esta versão.

PORMENORES

PSP NÃO SABE DE NADA

Contactada pelo ‘CM’, a PSP de Almada, cuja sede fica a 500 metros da estação da Ramalha, garantiu não ter conhecimento desta ocorrência.

EMPRESA NÃO SE QUEIXA

O gabinete de relações públicas da empresa que explora a rede admitiu que 'ainda não houve participação à PSP'. Só depois de análise e relatório internos.

AINDA HOSPITALIZADO

O fiscal de 25 anos que teve o braço fracturado continua internado.

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