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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Gang roubava igrejas

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR do Montijo desmantelou anteontem aquilo que poderá ser um ‘supermercado’ de arte sacra. Dois homens, de 20 e 48 anos, suspeitos de uma vaga de furtos a capelas e igrejas de Trás-os-Montes, usavam uma casa no concelho da Moita para expor as peças roubadas, devidamente etiquetadas com preços.

16 de junho de 2007 às 00:00

Uma denúncia anónima, feita para o posto da Moita, precipitou a intervenção. “Alguém descreveu à GNR, de uma forma considerada credível, que numa casa nos Brejos da Moita, concelho da Moita, estavam inúmeras peças de arte sacra”, disse ao CM fonte policial.

Na quinta-feira à tarde, uma brigada do NIC do Montijo deslocou-se à referida moradia. No interior, encontrou um português, de 48 anos, e um moldavo, ilegal em solo português, de 20.

Espalhadas por várias divisões da casa, os investigadores encontraram inúmeras peças de arte sacra, todas com uma particularidade. “Cada artigo tinha um post-it colado com um preço”, acrescentou o informador.

Numa das divisões da casa, perto de um lote de peças, os investigadores da GNR depararam-se com uma caixa registadora, ligada, e com cerca de 620 euros em notas no interior. “Só o futuro inquérito poderá dizer se, de facto, estamos perante um negócio de venda de arte sacra”, opinou a fonte policial.

Apesar de negarem responsabilidade no furto das peças de arte sacra, os dois ocupantes do imóvel foram de imediato detidos e levados para o Destacamento da GNR do Montijo.

A brigada do NIC responsável pela investigação relacionou as peças apreendidas com uma onda de furtos a capelas e igrejas ocorrida, há cerca de dois meses, em Trás-os-Montes. Através de contactos com os postos locais da GNR, foi possível relacionar alguns dos artigos apreendidos com dois destes furtos.

Por ordem do Tribunal da Moita, o detido português ficou sujeito a apresentações bissemanais e ao pagamento de uma multa de 500 euros, enquanto o moldavo vai ter de realizar apresentações semanais.

FURGÃO DEU PISTAS À GNR

Quando a brigada do Núcleo de Investigação Criminal da GNR do Montijo chegou a Brejos da Moita, deparou-se com um furgão estacionado nas imediações da moradia suspeita. Após a detenção dos dois ocupantes e a apreensão de todas as peças de arte sacra encontradas na casa, os militares apreenderam também o ligeiro de mercadorias.

Após contactos com a GNR da zona de Trás-os-Montes, foi possível concluir que esta viatura foi vista nas imediações de algumas das capelas e igrejas visitadas pelos assaltantes.

As queixas apresentadas pelas paróquias vítimas dos furtos, permitiram aos investigadores fazer uma compilação dos artigos roubados e imputar aos dois detidos suspeitas da prática de pelo menos dois dos crimes em investigação.

ARTIGOS

A GNR do Montijo recuperou, na casa da Moita, quatro crucifixos, 17 castiçais, um suporte para velas, um mosquete, um relógio de sala, três candeeiros, e talheres e copos em prata.

EXTRADIÇÃO

O moldavo detido nesta operação tem 20 anos, está ilegal no País e já tinha sido detido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e sido alvo de uma ordem de expulsão.

ANTECEDENTES

O detido mais velho tem 48 anos e, apesar de nunca ter dado nas vistas da GNR, já tem antecedentes. Ao que o CM apurou, o indivíduo já cumpriu uma pena de prisão.

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