Gays agredidos pelos pais e companheiros

ILGA Portugal registou 188 pedidos de auxílio de vítimas homossexuais relativos a agressões físicas e psicológicas em 2017.
Por Miguel Curado|18.05.18
O número de pedidos de ajuda de homossexuais devido a situações de violência doméstica, sexual ou psicológica, cresceu no ano passado. A ILGA Portugal, associação que apoia a comunidade Gay, Bissexual, Transexual e Intersexo portuguesa, recebeu 188 denúncias em 2017, mais nove do que as registadas no ano anterior.

Segundo o relatório ‘Homofobia e Transfobia: dados da discriminação em Portugal 2017’, da ILGA, em 10%, dos casos os agressores são os progenitores (pai ou mãe da vítima) e em 9,4% das situações o atacante é o cônjuge. Na maioria das situações, porém, 37,11%, a relação entre vítima e agressor é desconhecida.

Nos 46 casos identificados como de violência doméstica (com a prática de agressões), 25 pessoas disseram ter sido alvo de violência psicológica e nove sofreram ataques físicos. Os restantes 12 envolveram sequestro, coação económica e violência sexual.

No mesmo relatório, a ILGA explica que a habitação ganha preponderância como palco da violência, seguindo-se a internet ou as redes sociais. A idade média das vítimas é de 29 anos.

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