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Correio da Manhã

Portugal
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Nove arguidos no caso da legionela

Surto que matou 12 pessoas remonta a 2014.
13 de Julho de 2016 às 12:55
Adubos de Portugal
Adubos de Portugal FOTO: Tiago Petinga/Lusa
Sete pessoas e duas empresas foram constituídas arguidas no inquérito relacionado com o surto de 'legionella' ocorrido em Vila Franca de Xira em novembro de 2014, informou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Numa resposta enviada à Lusa, a PGR refere que foram constituídos nove arguidos - sete pessoas singulares e duas sociedades - e que o inquérito se encontra em investigação no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Vila Franca de Xira.

"O inquérito encontra-se em investigação e envolve recolha e análise de prova que se tem vindo a revelar como muito complexa e exames periciais igualmente de grande complexidade, alguns deles complementares a outros já realizados, mas essenciais para a descoberta da verdade", adianta a PGR.

As empresas são a Adubos de Portugal e a multinacional General Electric.

A Lusa contactou o advogado da Adubos de Portugal, José Eduardo Martins, que apenas afirmou não ter declarações a fazer, tal como a assessoria de imprensa da empresa.

"Não confirmo nem desminto. Não tenho qualquer declaração a fazer por parte do meu cliente", afirmou o advogado.

Também a General Electric foi contactada pela Lusa, mas até ao momento não respondeu.

O caso remonta a 2014, quando um surto de legionella em Vila Franca de Xira causou 12 mortes e infetou 375 pessoas com a bactéria.

De acordo com o balanço feito na altura, as vítimas mortais tinham entre 43 e 89 anos e eram nove são homens e três mulheres. A taxa de letalidade do surto foi de 3,2%.

O surto, o terceiro com mais casos em todo o mundo, teve inicio a 7 de novembro e foi controlado em duas semanas. Na altura, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, realçou a resposta dos hospitais, que "trataram mais de 300 pneumonias".

Numa resposta enviada à Lusa em novembro do ano passado, quando fez um ano sobre o caso, fonte do Ministério Público (MP) adiantou que deram entrada 211 queixas de lesados diretos e de familiares das vítimas.

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.
Portugal General Electric Vila France de Xira
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