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Correio da Manhã

Portugal
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GERADORES DE PROBLEMAS

Já foi resolvido o problema que, na madrugada de terça-feira, deixou a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de S. José, em Lisboa, sem electricidade durante três horas. A falha de energia, que obrigou à transferência de alguns doentes para outros serviços onde tiveram que ser ventilados manualmente, resultou de uma avaria no UPS, um acumulador projectado para fornecer energia de forma automática e sem atrasos, que acabou por bloquear.
8 de Outubro de 2004 às 00:00
S. José já substituiu o gerador que provocou uma falha de energia na madrugada de terça-feira
S. José já substituiu o gerador que provocou uma falha de energia na madrugada de terça-feira FOTO: Manuel Moreira
Ary Catarino, director clínico daquela unidade, referiu ao Correio da Manhã que tudo está a funcionar na normalidade. E apesar de não ter existido qualquer risco para os doentes, já foi adquirido um novo UPS para substituir o existente. “Só não foi instalado mais cedo porque pesa cerca de 300 quilos e houve alguma dificuldade para realizar o seu transporte”, explicou o médico.
O director clínico do hospital confirmou ainda que, logo no dia seguinte ao incidente, foi instaurado um inquérito para apurar as causas da avaria. “São coisas que acontecem, mas que não deviam acontecer. Por isso, foram pedidas explicações ao engenheiro responsável e vamos ter que aguardar para saber mais sobre as origens do problema.”
Esta situação não é nova em Portugal. Em Junho passado, o CM noticiava uma falha de abastecimento eléctrico semelhante no Hospital Garcia de Orta, em Almada, que também obrigou os doentes ligados aos ventiladores a receber a respiração por via manual. Durante 35 minutos assistiu-se a uma falta de energia devido a um problema com o UPS, o sistema de geradores.
Na altura, o presidente do conselho de administração, Álvaro Carvalho, explicou que o incidente teve origem numa falha mecânica e que se abrira uma auditoria para apurar todas as responsabilidades.
O CM tentou saber se o inquérito já está concluído, mas depois de um primeiro contacto com a administração, em que o jornal foi informado que a mesma se encontrava em reunião e que falaria no final, isso não aconteceu. Após mais uma tentativa de contacto, a secretária do conselho de administração disse que não haveria ninguém disponível para esclarecimento. “Só amanhã [hoje].”
Recorde-se que ainda não foi tornado público, por parte do hospital, um comunicado a esclarecer as causas de um incidente que já aconteceu há três meses.
BACTÉRIA FECHA UNIDADE EM SANTA MARIA
A unidade de cuidados intensivos de gastrenterologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, esteve encerrada durante uma semana, depois de ter sido detectada uma bactéria hospitalar em dois doentes, que acabaram por morrer. No entanto, de acordo com o director clínico do hospital, José Mendes do Vale, “não se pode estabelecer nenhuma ligação entre a bactéria e a causa de morte”. O que não impediu que as unidades de saúde de onde eram oriundos os doentes fossem informadas da situação.
O agente, identificado na quinta--feira da passada semana, é uma bactéria hospitalar que se pode transmitir a outros doentes. Por esse motivo, a direcção do hospital e a Comissão de Controlo e Infecção Hospitalar tomaram a decisão de suspender a transferência de pacientes para aquela parte da unidade de cuidados intensivos, que acolhe os casos mais graves.
Prevê-se, ainda hoje, a reabertura do serviço, depois de ter sido realizada uma limpeza destinada a eliminar a bactéria.
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