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Correio da Manhã

Portugal
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GNR apreendeu mais de 2500 milhões de cigarros de contrabando

A GNR deteve desde o início do ano 13 pessoas por contrabando de tabaco e apreendeu mais de 2500 milhões de cigarros, num valor de cerca de 456 mil euros. Portugal tornou-se "bastante apetecível" para este negócio, segundo aquela força de segurança.
7 de Agosto de 2011 às 09:24
A GNR apreendeu até Julho 2.507.170 de cigarros de contrabando
A GNR apreendeu até Julho 2.507.170 de cigarros de contrabando FOTO: d.r.

Dados da Unidade de Acção Fiscal (UAF) da GNR, a que a agência Lusa teve acesso, referem que entre Janeiro e Julho foram detidas 13 pessoas, número quase idêntico às detenções realizadas ao longo do ano passado, quando foram efectuadas 15. Os dados mostram, igualmente, que a GNR apreendeu até Julho 2.507.170 de cigarros, num valor de 456168 euros. Ao longo do ano passado, foram apreendidos 13.585.540 cigarros, num valor de cerca de 2500 milhões de euros.

O tenente-coronel Amândio Marques, da UAF, disse à Lusa que estes números não significam que as apreensões estejam a diminuir, uma vez que "basta apreender um contentor" para os dados serem diferentes. Este ano a GNR ainda não apreendeu qualquer contentor, onde são transportados entre oito a dez milhões de cigarros, adiantou.

Amândio Marques sublinhou que o contrabando de tabaco tem vindo a aumentar há já alguns anos. Para este aumento contribui a "elevada carga fiscal".

"Antes éramos um país de trânsito, os cigarros passavam por Portugal com destino a outros países da União Europeia. Neste momento continuamos a ser um país de trânsito, mas devido à carga fiscal também já somos um país de destino e bastante apetecível", afirmou. Apesar de ainda não possuir dados que comprovem que o contrabando de tabaco está a aumentar com a crise, sustentou que "as pessoas com menos dinheiro na carteira tentam comprar o mais barato".

"A crise associada à elevada carga fiscal do tabaco é efectivamente convidativo", frisou. De acordo com Amândio Marques, o tabaco contrafeito é maioritariamente oriundo dos países asiáticos, nomeadamente da China. Mas também chegam a Portugal tabacos de várias marcas brancas, aquelas que são produzidas legalmente para determinados mercados locais, que depois são expedidos para outros países e introduzidos ilegalmente no consumo, afirmou, sublinhando que estes cigarros são oriundos da Europa.

O militar que trabalha na UAF acrescentou que tanto o tabaco contrafeito como o de marcas brancas chega a Portugal pelas vias área, marítima e terrestre. Para combater a venda de cigarros de origem ilícita proveniente de contrabando ou contrafeitos, a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC), a Guarda Nacional Republicana e a Tabaqueira estabeleceram uma parceria para a elaboração de um panfleto e de um site para a verificação da genuinidade do tabaco.

Amândio Marques explicou que o site (www.verifiqueoseumaco.com.pt) serve para verificar se o maço de tabaco da marca Marlboro, um dos mais contrafeitos, é autêntico através da introdução do código de barras. Se o maço for ilegal, o consumidor pode reportar o ilícito às autoridades, explicou, adiantando que a parceria pretende alertar os fumadores para os perigos que correm em fumar tabaco contrafeito, designadamente em termos  de saúde pública.

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