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Correio da Manhã

Portugal
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GNR E BOMBEIROS ACUSADOS

A oito dias da abertura geral da caça o ambiente está ao rubro. O secretário-geral da Federação Nacional de Caçadores e Proprietários (FNCP), Eduardo Biscaia, acusa os concessionários das coutadas de formularem convites para caçadas aos comandos da GNR e bombeiros. E estes, diz Biscaia, aceitam.
28 de Setembro de 2003 às 00:00
FNCP acusa associados, GNR e bombeiros de falta de ética
FNCP acusa associados, GNR e bombeiros de falta de ética FOTO: Pedro Catarino
Para denunciar esta situação a FNCP já pediu uma audiência ao Presidente da República e primeiro-ministro.
"Compreende-se que a caça seja uma desigualdade social, basta analisar os motivos que levam os concessionários das coutadas a formular convites aos comandos da GNR e bombeiros; é bom que se analise os motivos e as contrapartidas, visto que a falta de ética é de ambas as partes", diz Eduardo Biscaia, representante dos caçadores do regime livre.
Confrontado com esta acusação o presidente da Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), Jacinto Amaro, afirma que esta "não tem o menor rigor" e que "a FNCP nada representa".
EXPECTATIVAS
Entretanto, e na sequência dos incêndios deste ano, a FNCP diz que a época venatória que se inicia no dia 5 de Outubro é "para esquecer", dado quase não existirem lebres, coelhos, perdizes e codornizes. Pelo contrário, a Fencaça considera que "as perspectivas são muito boas, próximas do excepcional".
"O Ministério da Agricultura deverá explicar ao Primeiro-ministro, o porquê de não convocar o Conselho Nacional da Caça, quando existe uma situação de calamidade no sector", apontou a FNCP, interrogando--se sobre "quais os interesses desta não convocação.
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