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Correio da Manhã

Portugal
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GNR morto em Timor regressa

"Ai mãe, ai mãe, que não é verdade". Este grito de dor ecoou ontem na sala do aeroporto de Figo Maduro, Lisboa, onde família e amigos aguardavam a chegada do caixão com o corpo do sargento-ajudante Hermenegildo Marques, de 46 anos, que morreu em Timor depois do despiste da viatura em que seguia, no dia 21 de Junho.
2 de Julho de 2010 às 00:30
O tenente-general Nelson dos Santos confortou a viúva de Hermenegildo Marques
O tenente-general Nelson dos Santos confortou a viúva de Hermenegildo Marques FOTO: Pedro Catarino

Maria Eugénia, irmã de Hermenegildo, era a mais expressiva na sua dor. Na cerimónia militar, à passagem do caixão, falou com o irmão: 'É engano. É mentira mano, não pode ser. Meu querido, é mentira'.

Helena Marques, a viúva, amparada pelos dois filhos, sentiu-se mal e foi confortada pelo tenente-general Nelson dos Santos, comandante-geral da GNR.

O cabo José Branquinho, condutor do veículo que se despistou, continua internado no Hospital de Darwin (Austrália). A sua mulher disse ontem ao CM que ele 'está ansioso por voltar para casa', mas não pode viajar de avião por causa do traumatismo craniano. 'Ficou em estado de choque quando soube que o colega tinha falecido', adiantou Cecília Branquinho.

PORMENORES

FUNERAL

O funeral de Hermenegildo Marques realiza-se hoje, às 12h00, na Igreja de São Miguel, em Alagoa, Portalegre. Será prestada homenagem com uma cerimónia militar.

CERIMÓNIA

O corpo de Hermenegildo Marques foi recebido pelo ministro Rui Pereira, pelo tenente-general Nelson dos Santos e pela embaixadora de Timor, Natália Carrascalão.

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