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Correio da Manhã

Portugal
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GNR muda versão da morte de jovem

O advogado de Bruno Coutinho, um dos dois arguidos no caso do GNR que matou um jovem a 3 de Outubro de 2006 durante uma perseguição automóvel, pediu ontem a instauração de um processo por falso testemunho aos dois militares da GNR. O pedido foi feito ao Ministério Público, que vai abrir um inquérito para averiguar.
11 de Março de 2009 às 00:30
Militar Pedro Carvalho está a ser julgado no Tribunal de S. João Novo por homicídio com dolo eventual
Militar Pedro Carvalho está a ser julgado no Tribunal de S. João Novo por homicídio com dolo eventual FOTO: Gisela Caridade

É que a versão relatada ontem no Tribunal de S. João Novo, no Porto, pelos soldados Helder Pereira e Paulo Teixeira – este último conduzia o carro em que seguia o guarda Pedro Carvalho, acusado de homicídio com dolo eventual – contradiz o depoimento que ambos prestaram à Polícia Judiciária.

Ontem, ambos afirmaram que durante a perseguição não tinham conhecimento do número de ocupantes do Peugeot, carro em que Bruno seguia ao volante, o que contradiz a versão anterior.

"Só quando o carro parou é que vi que além dos dois ocupantes do banco da frente iam mais dois no banco de trás", afirmou o soldado Paulo Teixeira. A testemunha entrou ainda em contradição quando falou da posição em que a vítima mortal, Vítor Cruz, e o outro ocupante do banco traseiro da viatura se encontravam no momento em que a perseguição acabou.

Ontem, a ex-companheira de Vítor, atingido pelos disparos do guarda, acusou as testemunhas da GNR de manterem conversas sobre o que se passava dentro da sala de audiências. "Eles contaram uns aos outros o que se passou cá dentro e ficaram muito atrapalhados quando falaram do número de pessoas que iam no carro", acusou.

O julgamento continua dia 24.

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