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Correio da Manhã

Portugal
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GNR para fogos apenas em cinco distritos do País

O grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR (GIPS/GNR) vai intervir apenas em cinco distritos portugueses, na próxima época de incêndios florestais. Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro são os distritos considerados como mais vulneráveis e que justificam a decisão tomada.
29 de Dezembro de 2005 às 00:00
O Grupo de Intervenção e Socorro da GNR vai estar operacional em meados de Abril
O Grupo de Intervenção e Socorro da GNR vai estar operacional em meados de Abril FOTO: Paulo Novais, Lusa
Uma opção tecnicamente correcta mas em que os bombeiros criticam o tipo de meios humanos escolhidos. “A opção do GIPS/GNR é política e legítima, mas discordamos porque seria possível fazer este grupo apenas na esfera dos bombeiros”, considerou Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.
“É uma situação que não se entende. Recomendámos a criação de uma ‘taskforce’ de combate a incêndios a nível nacional e resulta ser apenas parcial e, sobretudo, para o interior do País, quando a esmagadora maioria dos incêndios ocorre no Litoral”, disse Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.
O secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, revelou na última terça-feira em Vila Real que o GIPS deverá intervir através de equipas helitransportadas, no combate às catástrofes.
Os quadros das três companhias que formarão o GIPS, oficiais, sargentos e cabos, receberão formação na Escola Nacional de Bombeiros, na Lousã, enquanto que formadores ministrarão instrução às praças do grupo nas unidades onde elas estão instaladas. As aulas devem começar na última semana de Janeiro e terminar a 15 de Abril.
“Não sei se haverá tempo suficiente para haver uma boa capacidade de intervenção. Mesmo depois da formação é preciso, no mínimo, um ano de treino. Se o GIPS fosse feito com bombeiros profissionais, seria uma equipa diferente”, frisou Fernando Curto. O GIPS vai actuar como complemento dos bombeiros nas áreas a que for destinado.
OUTROS DADOS
EFECTIVO
De um efectivo idealizado de 500 elementos, o GIPS vai contar com 350 militares, mas o Ministério da Administração Interna já admitiu que este número vai apresentar, operacionalmente, a disponibilidade permanente de apenas 100.
COBERTURA
As três companhias de GIPS/GNR vão cobrir os distritos de Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro, ficando os distritos de Santarém, Castelo Branco e Guarda a cargo da brigada helitransportada dos bombeiros e sapadores florestais.
MEIOS
Os meios aéreos, sobretudo para a fase de formação, helicópteros pesados, estão ainda em falta, porque o SNBPC só tem ‘helis’ ligeiros, admitindo-se que se recorra a aeronaves da Força Aérea, nomeadamente os Puma.
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