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GNR porno ameaça sogro e volta ao serviço

Militar que faz filmes pornográficos com o nome de Frank Stone já regressou ao trabalho.

04 de setembro de 2017 às 01:30

Em junho do ano passado, o Comando-Geral da GNR teve conhecimento que o militar Alexandre M., colocado na Unidade de Intervenção, tinha uma profissão paralela. Há dois anos que participava em filmes pornográficos com o nome de Frank Stone. São conhecidos pelo menos três filmes: ‘As Ronaldas’, ‘Apanhadas no quarto escuro’ e ‘Portuguesas sem vergonha’. O comandante-geral mandou instaurar um processo disciplinar e Alexandre M. apresentou atestado médico, ficando de baixa. Mas o militar já voltou ao serviço, mantendo-se em funções.

Em alguns dos filmes, o ator contracena com a namorada. Segundo o CM apurou, o pai da jovem não está de acordo com esta situação e acusa o militar de o ameaçar de morte por tentar afastar a filha dos filmes. Há cerca de três meses foi ao quartel da GNR da Pontinha, onde funciona a Unidade de Intervenção, fazer queixa de Alexandre M. e chegou a falar com um oficial sobre o caso, mostrando-lhe as mensagens em que constam as ameaças. Está em curso uma queixa interna na GNR e ainda uma queixa-crime.

O militar nunca pediu autorização ao Comando da GNR para poder participar nos filmes pornográficos – qualquer outra atividade, principalmente se for remunerada, carece de autorização do comandante-geral. Refira-se que os militares devem "abster-se de exercer atividades incompatíveis com o seu grau hierárquico ou decoro militar ou que o coloquem em situação de dependência suscetível de afetar a sua respeitabilidade pessoal e dignidade funcional perante a Guarda e a sociedade", pode ler-se no estatuto, que, no entanto, não especifica qualquer lista de atividades ou profissões proibidas.

O CM tentou obter esclarecimentos junto do Comando-Geral da GNR, mas não obteve resposta até à hora de fecho.

PORMENORES

Colegas desconheciam

Quando a situação foi denunciada pelo CM, em junho de 2016, poucos militares do quartel da Pontinha tinham conhecimento da atividade paralela do militar, que tem cerca de 35 anos.

Suspenso após striptease

Em 2014, outro militar da GNR foi alvo de um processo-crime por participar em espetáculos de striptease, fardado e com uma arma. Foi julgado mas absolvido. Esteve suspenso.

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