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Correio da Manhã

Portugal
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GNR salva jovem do suicídio

Está há dois anos na GNR, mas o serviço que mais marcou o soldado Filipe Ferreira aconteceu há uma semana em Mem Martins, concelho de Sintra, quando conseguiu salvar do suicídio um jovem de apenas 19 anos.
21 de Janeiro de 2007 às 00:00
O soldado Ferreira diz que este foi o serviço que mais o marcou
O soldado Ferreira diz que este foi o serviço que mais o marcou FOTO: Pedro Catarino
O militar recordou ao CM a história que só teve um desfecho feliz porque ele e o colega de patrulha mantiveram a calma até à chegada dos bombeiros.
Ainda não eram 06h00 do último domingo quando um telefonema para o posto da GNR local dava conta de um homem que estava pendurado numa varanda, preso por um lençol. “Não nos deram a localização exacta, tivemos de procurar. O tempo era pouco, mas encontrámo-lo rapidamente”, recordou o soldado.
Numa rua de Mem Martins, os dois militares encontraram um rapaz jovem com um lençol enrolado ao pescoço. “Já estava em grande sofrimento. Dizia que não conseguia respirar”, disse.
Apesar de estar pendurado no segundo andar de um prédio, a altura do edifício fez com que os militares tivessem de bater à porta dos vizinhos do primeiro andar, para alcançarem o rapaz.
Os moradores tinham os estores da cozinha fechados e também já tinham alertado as autoridades, porque ouviram um barulho na janela e pensavam tratar-se de um assalto.
O soldado Ferreira abriu a janela e suportou o corpo do jovem rapaz, para que não sufocasse, até à chegada dos bombeiros locais.
Para retirar a vítima, os bombeiros recorreram a uma auto-escada e cortaram o lençol. Do primeiro andar do prédio, os dois militares e um bombeiro agarraram o corpo e transportaram-no para dentro de casa. “Foi uma sorte. Mais uns minutos e o rapaz falecia. Já apresentava hematomas no pescoço e estava muito fraco”, disse.
Na casa do rapaz, a mãe e as irmãs ainda não tinham dado pela situação porque estavam a dormir. Quando se aperceberam ficaram em choque. Ainda pensaram que o rapaz tinha morrido.
Segundo apurou o CM, o rapaz disse às autoridades que não se recorda como tudo aconteceu. Ainda assim foi levado para o Hospital Curry Cabral para receber assistência psicológica e teve alta anteontem. “O final poderia não ter sido tão feliz”, disse o militar.
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