GNR tem 3492 militares por promover

APG aponta atrasos em subidas de categoria em 2017 e 2018.
Por Miguel Curado|12.01.19

A Associação dos Profissionais da GNR (APG) denuncia em comunicado o que considera ser a "indignação crescente" nesta força de segurança. A maior associação da GNR aponta, nomeadamente, as 3492 promoções em atraso, bem como a falta de regularização dos escalões remuneratórios que, para muitos militares, chega aos seis anos de espera.

Segundo César Nogueira, presidente da APG, "só 800 profissionais da GNR foram promovidos em 2017, aguardando os outros 1600 pela subida de categoria prometida pelo Ministério da Administração Interna". Situação ainda mais grave, acrescenta o dirigente associativo, é o que se passa com as promoções nas três categorias da GNR (guardas, sargentos e oficiais), relativas a 2018. "Nenhuma foi ainda concretizada, e tínhamos da parte da tutela a promessa de que existia uma verba de oito milhões de euros para que as promoções avançassem", acrescentou César Nogueira.

Outra questão que "preocupa o efetivo da GNR" são as negociações do tempo de congelamento das carreiras". Apesar de o ministério tutelado por Eduardo Cabrita ter decretado o descongelamento dos escalões remuneratórios no início de 2017, os militares da GNR reclamam o pagamento de retroativos correspondentes a seis anos de progressões congeladas.

Caso não veja as reivindicações satisfeitas, a APG promete realizar protestos de rua. O CM contactou esta sexta-feira o Ministério da Administração Interna para uma reação, mas a mesma não chegou em tempo útil.

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