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Correio da Manhã

Portugal
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GNR quer identificar jovens que possam aderir ao terrorismo

GNR quer identificar os perfis para detetar mais facilmente jovens que queiram aderir a organizações terroristas.
23 de Abril de 2015 às 20:40
O diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha esteve também na conferência
O diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha esteve também na conferência FOTO: Pedro Catarino
A GNR quer identificar, através de perfis psicológicos, jovens em risco que possam vir a ter comportamentos radicais e aderirem a organizações terroristas, disse, esta quinta-feira, o comandante operacional da GNR.

O major-general Luís Botelho Miguel, que participou numa conferência sobre terrorismo organizada pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), adiantou que os perfis vão ser identificados pelo Gabinete de Psicologia e Intervenção Social da GNR.

No âmbito da Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo recentemente aprovada pelo Governo e no domínio da deteção, Luís Botelho Miguel afirmou que a Guarda Nacional Republicana quer "robustecer a estrutura de recolha de informação".

Nesse sentido, a GNR quer conseguir identificar os perfis para detetar mais facilmente jovens que queiram aderir a organizações terroristas, afirmou.

Luís Botelho Miguel disse à agência Lusa que a GNR quer identificar os perfis psicológicos dos jovens em risco para perceber eventuais comportamentos de radicalização.

O comandante operacional da GNR explicou que através de perfis psicológicos é possível perceber se os jovens podem vir a ter eventuais comportamentos radicais.

"Se tiverem estes perfis há um grande potencial de ter comportamentos radicais", disse.

Diretor nacional da PSP
Também presente na conferência, o diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha, defendeu que se deve "aumentar a capacidade de deteção precoce".

Abordando os desafios futuros para prevenir e combater o terrorismo, o diretor nacional da PSP considerou "fundamental" que se aposte "estrategicamente no policiamento de proximidade.

"Nenhum sistema de segurança pode garantir a deteção de todas as ameaças e riscos terroristas. Pois mesmo para ameaças conhecidas podem não ser considerados todos os riscos delas resultantes. O sistema de segurança não é perfeito e não consegue saber tudo, a incerteza é uma constante, em particular quando tratamos de ameaças complexas", sustentou.

Os dois elementos das forças de segurança participaram no painel dedicado à "investigação criminal no combate ao terrorismo: perspetivas das instituições" no âmbito da "I Conferência Nacional Terrorismo - O desafio à segurança interna no século XXI".
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