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Correio da Manhã

Portugal
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Godinho julgado por burla à Refer

Sucateiro de Ovar continua em liberdade e volta a tribunal.
Tânia Laranjo 1 de Dezembro de 2020 às 10:29
Manuel Godinho, conhecido como o sucateiro de Ovar, volta ao banco dos réus no dia 21 de janeiro
Manuel Godinho, conhecido como o sucateiro de Ovar, volta ao banco dos réus no dia 21 de janeiro FOTO: PAULO NOVAIS/lusa
Manuel Godinho volta a ser julgado por burla à Refer, num processo que nasceu do caso Face Oculta. O sucateiro de Ovar - que está mais perto da prisão, depois de ter perdido outro recurso no Supremo Tribunal de Justiça - vai agora responder no Tribunal de Bragança, a 21 de janeiro.

O processo nasce de uma certidão do processo Face Oculta e está relacionado com um concurso público para a alienação de 16 lotes de resíduos dispersos por diferentes estações da Refer. Os factos remontam a 2009 e, além de Manuel Godinho, sentam-se no bancos dos réus o seu sobrinho Hugo Godinho; a ex-secretária Maribel Rodrigues e o filho Marco Paulo. Entre os restantes arguidos estão colaboradores de Manuel Godinho e Manuel Guiomar, o ex-funcionário da Refer que se encontra a cumprir pena de prisão resultante do processo Face Oculta. Neste caso é acusado de um crime de corrupção passiva para ato ilícito, além de burla e falsificação de notação técnica.

O julgamento já teve várias datas para começar, mas foi sendo sucessivamente adiado. A prescrição já está em cima da mesa.

Na acusação do Ministério Público pode ler-se que Manuel Godinho comprou seis lotes, mas só declarou metade dos resíduos. O prejuízo da Refer, que se constituiu assistente, foi de 87 mil euros. Recorde-se que embora tenha sido condenado à maior pena de prisão efetiva no Face Oculta - 15 anos de cadeia - Manuel Godinho continua em liberdade, graças aos sucessivos recursos que tem interposto.
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