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Correio da Manhã

Portugal
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GOE exigem pagamento ao Estado

Um grupo de mais de 40 agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP ameaça avançar com uma queixa em tribunal contra o Estado português, por atrasos no pagamento de ajudas de custo relativas ao prolongamento de missões em Timor-Leste.
5 de Março de 2007 às 00:47
O período normal de cada missão é de 90 dias, mas devido a atrasos, tanto na ida como no regresso, muito agentes da PSP acabam por cumprir mais tempo de serviço. No entanto, as verbas para ajudas de custo, atribuídas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, não prevêem estas situações.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), disse ao CM que “excepto no caso de um elemento, que está há mais de um ano à espera que lhe paguem as ajudas de custo em atraso, as restantes dívidas têm vindo a ser contraídas desde Setembro”.
Referiu que as dívidas do Estado são de apenas cerca de 300 euros em alguns casos, mas que em relação a outros agentes ultrapassam os mil euros.
Muitos destes agentes dos GOE já regressaram a Portugal e comunicaram à direcção nacional da PSP a intenção de avançar para os tribunais para resolverem o assunto.
“Achamos que avançar para tribunal não é a melhor forma de solucionar o problema. A ASPP vai continuar a pressionar a direcção nacional da PSP e o Ministério dos Negócios Estrangeiros para se resolver o problema e para que no futuro isto não aconteça”, disse Paulo Rodrigues.
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