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Correio da Manhã

Portugal
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GOLPE NO ECSTASY

A Polícia Judiciária pôs fim à acção de uma rede de tráfico de droga liderada por uma cabo-verdiana de 46 anos, responsável por uma fatia importante do negócio de ecstasy nas zonas de Lisboa, Porto e Algarve. A acção permitiu deter duas pessoas e apreender 16 mil pastilhas de ecstasy, a maior 'colheita' do ano.
30 de Maio de 2003 às 00:00
O dinheiro apreendido provém da venda da droga
O dinheiro apreendido provém da venda da droga FOTO: Manuel Moreira
A líder da organização agora desbaratada, detida quarta-feira na via pública, na zona dos Restauradores, em Lisboa, andava 'debaixo de olho' da Judiciária há cerca de um ano, fazendo vida da venda de droga.
Recorrendo aos contactos que mantinha com a comunidade cabo-verdiana na Holanda, a detida fazia chegar a Portugal grandes quantidades de droga, que normalmente entravam através de 'correios'. "Em muitas situações, estes emissários faziam-se transportar em autocarros de longo curso", explicou ao CM Carlos Costa, da Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes da PJ.
A droga era depois revendida a traficantes de menor dimensão, que a introduziam no circuito de venda nocturna, em Lisboa, Porto, e Algarve. "Há indicações de que a rede pudesse também vender heroína", acrescentou Carlos Costa.
Um mandado de busca domiciliária permitiu encontrar as 16 mil pastilhas numa residência de Santos, em Lisboa, propriedade de um homem de 59 anos, também ele detido. Foram ainda apreendidos 55 mil euros, oito quilos de produto de corte e dois automóveis.
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