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Correio da Manhã

Portugal
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Governante confia no relatório dos fogos

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, reafirmou ontem a confiança nos dados sobre a área ardida em 2007 e 2008. O secretário de Estado informa que "não tem dúvidas sobre o rigor e a fiabilidade dos dados sobre a área ardida".
3 de Agosto de 2009 às 00:30
Área ardida em discussão
Área ardida em discussão FOTO: José Rebelo

No relatório da GNR refere-se que dados da área ardida no Sistema de Gestão de Informação dos Incêndios Florestais (SGIF) foram alterados "por desconhecidos". O porta-voz, tenente-coronel Costa Lima, explicou "que os números inseridos pela primeira vez são inferiores ou superiores à realidade", pelo que "é necessário corrigir a primeira contabilização.

A expressão "alterados por desconhecidos" é uma forma técnica que a GNR arranjou de explicar que, como há muitas pessoas a introduzir informações, estas tiveram a necessidade de alterar os dados para se chegar a um número correcto e real da área ardida", disse o tenente-coronel.

"É UMA TEMPESTADE NUM COPO DE ÁGUA" (José M. Medeiros, Sec. de Estado, sobre Relatório da GNR)

Correio da Manhã – Um relatório da GNR denuncia que os dados sobre os incêndios foram alterados por desconhecidos. Como vê a situação?

José Miguel Medeiros – Confio na metodologia da GNR e na certificação da Autoridade Florestal Nacional. Foi posto a circular um relatório interno sem qualquer explicação prévia e compreendo que tenha suscitado dúvidas, mas não passa de uma tempestade num copo de água. Trata-se apenas de ajustamentos, nada que ponha em causa a credibilidade dos dados.

– A GNR referiu que diversas pessoas têm acesso aos dados. O universo não deveria ser restrito?

– A GNR explicou que o termo "desconhecidos" não significa qualquer pessoa, significa que várias entidades tinham acesso ao sistema e que não haveria a melhor comunicação entre elas. A situação foi corrigida em 2008.

– Os métodos de contabilização dos dados dos incêndios deveriam ser revistos para evitar este tipo de situações?

– Desafio a quem quer que seja a vir analisar e verificar se há algum caso em que a rectificação ponha em causa as áreas globais. Estamos a falar de pequenas alterações, de meia dúzia de hectares.

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