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Correio da Manhã

Portugal
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Governo atrasa obras na praia

"Não é possível avançar com datas de início e conclusão da obra". Este foi o ponto de situação ontem transmitido ao CM pelo Instituto da Água (INAG) relativamente ao enchimento artificial do areal da praia Dona Ana, em Lagos, previsto desde 1999.
5 de Julho de 2011 às 00:30
Durante a maré cheia não é possível aos banhistas estar fora das zonas de perigo definidas na ficha de praia
Durante a maré cheia não é possível aos banhistas estar fora das zonas de perigo definidas na ficha de praia FOTO: Miguel Veterano Junior

O objectivo da intervenção é aumentar a frente de areia em 30 a 40 metros e consolidar as arribas. Está prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Vilamoura-Burgau (1999). A obra só foi iniciada em Novembro de 2009, e parou dois meses depois por erro no projecto. O INAG responsabilizou a empresa projectista e o caso está em tribunal. Mas garante já ter iniciado outro procedimento, que "aguarda autorização do Ministério das Finanças".

O CM esteve ontem na praia Dona Ana e constatou que é impossível estar fora das zonas de perigo delimitadas na ficha de praia (colocada à entrada poente da mesma) durante a maré cheia, exceptuando na zona nascente, em frente ao restaurante.

José Nascimento aluga ali toldos há 31 anos. Este ano obrigaram-no a reduzir de 42 para 24. Junto à arriba, na zona central, a norte-americana Erin Burns, 21 anos, não se apercebeu do perigo. "Há poucos sinais", disse ao CM. Outros, como Geórgia Ferullo, 24 anos, ignoram o perigo. "Não me preocupo", admitiu a brasileira.

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