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Correio da Manhã

Portugal
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Governo investe na formação dos reclusos

O ministro da Justiça, Alberto Costa, anunciou ontem, na comemoração do Dia dos Serviços Prisionais, que estão a ser discutidas várias reformas com vista a melhorar as condições de trabalho dos funcionários e os programas de reabilitação dos reclusos.
28 de Junho de 2006 às 00:00
Numa cerimónia no estabelecimento prisional de Sintra, o governante lembrou que a par do encerramento de 20 cadeias do País está a ser revista a Lei Orgânica – com vista a reorganizar as competências dos funcionários da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais. O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, queixou-se da falta de meios e de um subsídio para uma “profissão que ainda não é considerada de risco”. Exigiu mais formação para os guardas.
Alberto Costa disse que a “formação dos reclusos é fundamental para a auto-estima e a responsabilidade do recluso quando sai em liberdade”. Para tal, vai ser estudada a criação de gabinetes especializados não só na formação profissional e no ensino, mas também na saúde. O governante anunciou que vão ser deslocadas equipas do Instituto de Reinserção Social para a tutela da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais para ingressarem temporariamente nestes projectos.
Alberto Costa chegou depois de uma demonstração de dois binómemios cinotécnicos da cadeia do Linhó. O casal de labradores ‘Seta’ e ‘Cena’ e o pastor-alemão ‘Freak’, pelas mãos dos treinadores, foram os protagonistas de uma simulação de detecção de droga. Encontraram um pedaço de haxixe num saco das visitas e um outro numa encomenda que chegara via postal. A situação não foi real mas demonstrou o papel destes cães na prevenção do consumo e tráfico de droga nas cadeias.
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