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Correio da Manhã

Portugal
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Governo quer população activa a voltar à escola

A ministra da Educação anunciou ontem que o Governo tem como prioridade o alargamento da aprendizagem ao longo da vida e que, para tal, vai aproveitar as escolas do País para atrair a população activa a melhorar as suas qualificações.
3 de Maio de 2005 às 00:00
Maria de Lurdes Rodrigues delineou os objectivos governamentais em relação ao ensino profissional para a população já no activo, mas não apontou as medidas nem os eventuais subsídios que pretende pôr em prática para convencer os trabalhadores a regressarem à sala de aula.
A ministra, que falava no Congresso Internacional sobre Educação e Trabalho, na Universidade de Aveiro, afirmou que Portugal “continua com as mais baixas taxas de escolarização entre os países da OCDE e que as estatísticas mostram que 2,4 milhões de activos não terminaram o ensino obrigatório”.
“Há dificuldades no funcionamento do sistema de ensino que geram insucesso e abandono escolar, porque não existem verdadeiras alternativas”, continuou a ministra, que frisou que 14 por cento da população empregada não terminou sequer o Ensino Básico. “É necessário inverter aquela cultura que não reconhece competências fora do sistema formal de ensino. Não se pode continuar a desvalorizar o saber fazer e a componente prática”.
Maria de Lurdes Rodrigues diz que Portugal enfrenta um grave problema quando apenas 70 mil activos frequentaram um grau de ensino e que é necessário que apostem numa segunda oportunidade de formação, que “poderá inclusivamente potenciar maiores possibilidades de emprego”.
“A diversificação da oferta tem de ter um pendor profissional. Os cursos para adultos deverão ser prolongados até ao secundário e o sistema de certificação e validação de competências deverá ser alargado a todos os centros de formação profissional”, refere. “A escola tem de ser um centro aberto a todos e em qualquer altura da vida”, conclui.
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