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Governo recusa defeso do polvo

Medida foi pedida por pescadores para combater escassez.
Por José Carlos Eusébio|12.03.18
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O Governo recusa implementar um período de defeso para o polvo. A medida tinha sido pedida por associações de pescadores, como forma de combater a escassez da espécie no Algarve.

"O polvo é uma espécie de vida muito curta, que se reproduz apenas uma vez, morrendo de seguida", refere o Ministério do Mar, adiantando que, por isso, "tecnicamente não há justificação para um defeso como medida desenhada para potenciar a reprodução, sendo a proteção dos juvenis assegurada com a devolução ao mar dos indivíduos abaixo do tamanho mínimo de captura".

Numa resposta a questões colocadas por deputados do CDS, a que o CM teve acesso, o Governo salienta que tem vindo a ser desenvolvida uma "campanha de sensibilização" junto da comunidade piscatória para o cumprimento da lei no que diz respeito ao tamanho mínimo. Foram também reforçadas "as ações de fiscalização, com vista a penalizar os responsáveis pela captura e venda" de polvo de pequenas dimensões. O Ministério do Mar diz ter conhecimento de uma redução de capturas no segundo semestre de 2017, mas frisa a "situação não é excecional, pois este recurso apresenta variações muito consideráveis da abundância".


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