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Correio da Manhã

Portugal
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Governo só paga metade das promoções pedidas pela GNR

Mateus Couto pediu 1300 promoções, mas Executivo só dá 684.
Miguel Curado 11 de Fevereiro de 2017 às 09:41
O comandante-geral da GNR tenente-general Manuel Mateus Couto
GNR
O comandante-geral da GNR tenente-general Manuel Mateus Couto
GNR
O comandante-geral da GNR tenente-general Manuel Mateus Couto
GNR
O Governo só vai pagar 684 (cerca de metade) das 1300 promoções pedidas pelo Comando-geral da GNR, para as três categorias - guardas, sargentos e oficiais -, desta força de segurança.

Uma fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI) confirmou ontem esta informação ao CM. A meio do ano passado, o comandante-geral da GNR, Mateus Couto, informou o ministério dirigido por Constança Urbano de Sousa de que a bem da capacidade operacional desta força de segurança deveriam ser promovidos 1300 militares. O MAI consultou o Ministério das Finanças para solicitar cabimento financeiro para estas medidas, que implicam aumentos salariais aos guardas, sargentos e oficiais que reúnem as condições para a promoção.

Na semana passada, no entanto, um despacho conjunto dos ministérios da Administração Interna e das Finanças negou a pretensão de Mateus Couto. Assim deverão, durante o corrente ano, ser autorizadas apenas 684 promoções. O Ministério da Administração Interna não especificou quantos militares de cada categoria serão beneficiados com esta decisão.

As associações socioprofissionais da GNR afirmam que ainda não foram informadas oficialmente da decisão. No entanto, já mostraram o descontentamento. A APG/GNR fala em "prejuízo para guardas com 10 e mais anos de espera para serem promovidos".

Já a Associação de Sargentos mostra-se "contra uma decisão prejudicial para a operacionalidade da GNR".
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