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Correio da Manhã

Portugal
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Governo arrisca ‘manif’ da Guarda

Militares querem horário, estatuto e melhores reformas.
Miguel Curado 4 de Junho de 2016 às 10:04
Direção da Associação dos Profissionais da GNR
Direção da Associação dos Profissionais da GNR FOTO: Pedro Catarino
A Associação dos Profissionais da GNR (APG) ameaçou esta sexta-feira com manifestações de rua caso a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, não acabe rapidamente com os cortes nas reformas dos guardas e continue sem regulamentar horários de trabalho para aquela força de segurança.

Em conferência de imprensa de balanço dos seis meses da governação socialista, a maior associação socioprofissional da GNR exige a rápida implementação do projeto de lei que o Governo já enviou para apreciação às associações. "Não concordamos com que, caso os profissionais da GNR tenham um horário, haja postos que possam fechar. É, sim, necessário um melhor aproveitamento de recurso humanos", disse César Nogueira, presidente da APG. Em concreto, defende o dirigente, "existem cerca de 11 mil elementos da GNR (num total de 23 mil) que estão vinculados a funções administrativas e logísticas e que estão em condições de gradualmente passarem para a patrulha". A APG quer ainda acabar com as injustiças no cálculo de reformas dos militares que, apesar de reunirem a idade e o tempo de serviço para abandonarem funções, estão a ter cortes salariais.

"Em 2015, foram cerca de 500, e este ano prevê-se o mesmo número. Basta a ministra dar cumprimento ao decreto-lei de 2015, que clarifica as condições, para isso se resolver", acrescentou ontem César Nogueira. À espera ainda da aprovação do novo estatuto da GNR, a APG reúne a direção este mês.
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