Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

GRÁVIDAS DEVEM EVITAR SETE HOSPITAIS DO NORTE

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos diz que, devido à falta de obstetras, há pelo menos sete hospitais no Norte do País que as grávidas devem evitar.
4 de Novembro de 2003 às 00:00
Em causa estão os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, S. Marcos, em Braga, Pedro Hispano, em Matosinhos, S. João de Deus, em Famalicão, Santa Maria Maior, em Barcelos, Amarante e Vale do Sousa.
Miguel Leão, presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, disse ao Correio da Manhã que, “para segurança das grávidas, estes serviços deviam pura e simplesmente encerrar”. “Um bloco de partos não deve funcionar com menos de três médicos obstetras, sob pena de colocarmos em risco a vida do bebé e da mãe”, disse Miguel Leão, acrescentando que, “no caso de estarem de serviço apenas dois médicos, devem atender apenas os casos urgentes, enviando os restantes para maternidades que estejam a funcionar em pleno”.
Da lista que a Ordem dos Médicos vai divulgar amanhã, para além dos sete hospitais do Norte já mencionados, devem constar alguns do Centro e Sul do País. O CM sabe que os hospitais do Barreiro e Setúbal, onde a falta de obstetras se faz sentir, poderão fazer parte da lista. Para Miguel Leão, não deixa de ser “curioso” o facto de os problemas se verificarem nos hospitais com regras de gestão privada, referindo que “os critérios economicistas levam, por vezes, a cortar nos cuidados”.
Contactado pelo CM, Germano de Sousa, bastonário da Ordem dos Médicos, disse que “a questão fulcral está em garantir a segurança de bebés e mães na realização dos partos”, referindo que o caminho a seguir tem de ser o da concentração. “Não podemos pensar que cada terra tem de ter a sua maternidade, porque não temos recursos humanos e materiais para isso”, referiu. Aliás, Germano de Sousa mostrou-se favorável ao facto de obstetras de outras unidades poderem vir a prestar serviço na Maternidade Dona Estefánia, onde se têm verificado carências ao nível de médicos.
Ver comentários